sexta-feira, 14 de setembro de 2012

MOISÉS – O COMPANHEIRO DE DEUS


“E, vendo todo o povo à coluna de nuvem que estava à porta da tenda, todo o povo se levantava e cada um, à porta da sua tenda, adorava. E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda.” (Êx 33. 10-11)

Deus convocou a Moisés no monte Sinai, a fim de ter uma conversa mais duradoura como líder do povo a quem Deus havia tirado do Egito, era a hora do Senhor Deus, entregar por escrito a Moisés as tabuas da lei, como símbolo do pacto firmado entre Deus e o seu povo, porém a conversa de Deus com Moisés se prolongou por muitos dias, e o povo impaciente, pois estavam no deserto e tinha pressa em caminhar em direção da terra prometida, se cassaram de esperar por Moisés, e agora impõe a Arão o sacerdote a confecção de um deus que estivesse diante deles, e que avançasse por aquele deserto causticante com eles, pois a Moisés o homem de Deus, eles não estavam mais dispostos a esperar. Vejamos o que o próprio Moises escreveu como relação a este momento: “Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.” (Êx 32. 1), Pelo que, Arão arrecada entre eles ouro e manda fundir um bezerro de ouro, que é posto diante deles como deus, estes promovem uma festa de adoração a este bezerro, além de sacrificarem e cultuarem, inda atribuíram a este a retirada deles de sobre o julgo de Faraó, profanado assim o nome do Senhor Deus e trazendo sobre todo povo a maldição e a ira de Deus, que se não fora a intercessão do homem de Deus Moisés por aquele povo, Deus os havia destruído a todos naquele dia em pleno deserto.
Ora o pecado do povo era tão horrendo que Deus, ao falar dele (do pecado) a Moisés não considerou mais aquele povo como o seu povo pelo que disse a Moisés: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.” (Êx 32. 7-8), Deus estava realmente indignado com aquele povo, pelo que Deus contemplando a dureza de coração daquele povo decide se retirar do meio deles e apenas designar anjos como proteção daquele povo. É nesta hora que o homem de Deus Moises, se ver desamparado, uma vez que o povo havia se corrompido, e seguido um caminho de idolatria, até o seu irmão Arão a quem ele por permissão de Deus, o havia ungido sacerdote no meio do povo, agora dava ouvidos não a Deus par lhe ser fiel, mas fazia os gostos do povo rebelde contra o Senhor Deus que os tirará do Egito, e agora o próprio Deus, lhe dar uma sentença: “Disse mais o SENHOR a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito, à terra que jurei a Abraão, a Isaque, e a Jacó, dizendo: À tua descendência a darei. E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus.” (Êx 33. 1-2), Deus não mais estaria no meio do povo. Pelo que Moisés como um verdadeiro líder e conhecedor das dificuldades que seria conduzir aquele povo sem a presença de Deus no meio deles, não hesitou e suplicou mais uma vez a Deus e disse: “Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.” (Êx  33. 15), pelo que Deus manteve a sua presença no meio do povo até findarem aquela caminhada pelo deserto, construindo um tabernáculo para abrigo da presença de Deus no meio deles, o sendo assim a causa das vitorias alcançada por eles durante toda aquela jornada.
Assim entendemos que mesmo Moisés tendo a Deus como amigo e que falava com ele face a face, por vezes o homem de Deus sente-se abandonado e rejeitado, e é nestes momentos que Deus se põe do nosso lado e nos anima e fortalece com a sua destra, dando-nos a certeza da vitória ante as angústias e dores da solidão. Fiquemos todos na paz do Senhor Jesus. Amém!!

Referências bibliográficas:

SILVA, Eliezer de Lira e. Vencendo as Aflições da Vida. Lições Bíblicas, 3º Trim. 2012. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Vencendo as Aflições da Vida. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 51. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.  
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.

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