quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério.

Lição 05 

Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério.


Texto Áureo

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores a doutrinas de demônios.” (1 Tm 4. 1)

Verdade Prática

A apostasia e a infidelidade a Deus são características marcantes dos tempos do fim.

Reflexão:

APOSTASIA (Gr. apostasia, “um abandono ou deserção da fé”). Embora a palavra grega seja usada duas vezes no NT (At 21. 21; 2 Ts 2. 3), ela é encontrada na LXX varias vezes, como em Josué 22. 22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crônicas 29. 19 em que vasos santificados do Templo foram lançados fora. Apostasia só e possível para cristãos nominais. No caso de crentes verdadeiros, as Escrituras declaram que Deus ou os traz de volta através do sofrimento e castigo (1 Co 11. 29,30; 1 Co 5. 5) ou os remove através da morte (1 Co 11. 30). No caso de apostatas, embora possa permitir que permaneçam Deus retira deles a possibilidade de arrependimento e salvação (Hb 6. 1-6; 10. 26-31). A apostasia deve ser diferenciada da ignorância ou da falta de conhecimento bem como da heresia, que é um conhecimento errado (2 Tm 2. 25,26). Os homens podem ser salvos da ignorância, mas não da apostasia. Ela é caracterizada por uma rejeição deliberada da Divindade de Cristo (1 Jo 2. 22,23; Jd 4) e sua morte expiatória (Fp 3. 18; 2 Pe 2. 1; Hb 10. 29). (Dicionário Bíblico de Wycliffe. CPAD. Rio de Janeiro. 2013).

Objetivos da lição de Hoje

Geral:

Mostrar que a apostasia e a infidelidade a Deus são características do tempo do fim.

Específicos:

I Tratar a respeito da apostasia dos homens.
II Compreender que o bom ministro deve ser fiel ao Senhor.
III Refletir a respeito da diligencia no ministério.

Reflexão:

Apostasia, Negação e abandono da fé (1 Tm 4. 1; 2 Tm 2. 17,18. A Revolta Final contra Deus (2 Tm 2. 13). (KASCHEL, Warner & ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida. Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª Edição. São Paulo. 2005).
Apostasia do grego “apóstasis”, esta longe de; tem sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa. Abandono público da fé genuína, segundo o principio bíblico; desertar da fé; de uma religião por outra (por isto que há tantas religiões). Pr. Daniel Carlos.

Introdução.

  • Enfatizaremos nesta lição o cuidado que o líder deve ter em relação aos falsos mestres e as doutrinas por estes disseminadas no meio do povo de Deus.
  •  Timóteo foi deixado por Paulo em Éfeso para combater tais mestres e suas doutrinas heréticas (I Tm 1. 3,4).
  •  Paulo exorta ainda o jovem Pastor para que exerça seu ministério e realize sua missão com excelência como se espera no serviço cristão (1 Tm 4. 11-16).

Ponto Central

Na atualidade muitos estão apostatando da fé genuína em Jesus Cristo por falta de ensino das Sagradas Escrituras .

Reflexão:

Para os pastores e líderes da Igreja da atualidade é dever buscar a cada dia o conhecimento da Palavra de Deus, para instrução do rebanho do Senhor a eles confiado, para que se possa debelar do nosso meio os falsos ensinos e heresias, evitando assim que o nosso povo seja enganado e engodado por doutrinas de homens sem compromisso com o Reino de Deus, que pelas suas astucias e farsas enganam os menos avisados.

I – A apostasia dos homens.

1. A apostasia.

  • A igreja em Éfeso esta sobre o ataque de falsos mestres e suas doutrinas heréticas.
  • Paulo os combateu com coragem e firmeza, deixando Timóteo em Éfeso para que cuidasse com zelo do rebanho do Senhor.
  • Timóteo foi instruído por Paulo, para que doutrinasse aquela igreja a fim de que aqueles irmãos não viessem a apostatar da fé.
  • Apostasia, abandono premeditado e consciente da fé cristã.

2. Doutrinas de demônios (v1).

  • Os falsos mestres eram e continuam sendo uma ameaça a Igreja de Cristo.
  • Exemplo: Proliferação de seitas e cultos exóticos; Casamentos fora do padrão bíblico, Tolerância ao pecado de adultério e homossexualismo, Culto idolatra, Incorporação de rito pagão ao culto Cristão, e etc.
  • O líder, o pastor precisa estar atento e alertar suas ovelhas quanto a estas doutrinas.

3. Espíritos enganadores.

  • Falsos mestres em Éfeso mentiam e assim tentavam os crentes a seguissem espíritos enganadores (1 Tm 4. 2-7).
  • O objetivo de tais mestres eram desviarem os irmãos da genuína fé, dando ouvidos a estes espíritos, apostatando a fé cristã.
  • Exemplos: Desvalorização do casamento e da família, Teologia da prosperidade, Secularização do culto a Deus.

Reflexão:

Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem. tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos.

Síntese do Tópico I

Paulo advertiu a Timóteo para que ele combatesse aos falsos mestres e seus ensinos que levavam as ovelhas a apostasia.

II A fidelidade dos Ministros.  

1. O bom ministro (v. 6).

  • Timóteo deveria instruir e apascentar o rebanho do Senhor com “bom ministro de Cristo”, a exemplo do próprio Cristo (Jo 10. 11-14).
  • O bom ministro (diakonos) é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulado as suas ovelhas.
  • O bom ministro e aquele que zela pela vida espiritual das ovelhas do rebanho do Senhor aos seus cuidados (1 Tm 4. 16).
  • O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia, a fim de estar apto a ensinar o rebanho livrando-os dos falsos mestres e suas heresias.
  • O estudo das Sagradas Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.

2. Rejeitando as fábulas profanas.

  • As “fabulas profanas e velhas”, seriam as superstições, mitos e lendas a respeito de determinados assuntos (Comentário Bíblico de Beacon).
  • Timóteo é instruído por Paulo a coibir tais crendices que são profanas e não edificam a igreja.
  • A proliferação de emocionalíssimos e modismos nos nossos cultos tem como causa principal a falta de leitura e de conhecimento da Palavra de Deus.
  • São crentes neófitos, que por falta de firmeza na palavra acabam sendo engodados por ventos de doutrinas e engano de homens que usa de astucia e fraude (Ef 4. 14).
3. Exercício físico e piedade (v. 8).
  • Paulo não estava condenado o exercício físico, para a promoção e bem estar e saúde do corpo.
  • O que ele desaprovava era a valorização excessiva dos exercícios físico e corporal, (culto ao corpo), que tentava invadir a igreja em Éfeso, em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.
  • Os exercícios físicos ainda que saudáveis, só servem para esta vida.
  • Já a “piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Tm 4. 8).
  • Sabendo que o nosso corpo é templo e morada o Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado (1 Co 6. 19).

Reflexão:

O nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo (1 Co 6. 19), portanto necessitamos cuidar bem deste templo de Deus, sendo assim devemos buscar uma boa saúde, com exercício físico inclusive. Boa alimentação, repouso, e práticas saudáveis, para que possamos cumprir com vigor e alegria a jornada que nos foi confiada por Deus enquanto estivermos neste corpo, e no fim destes dias alcançarmos a vida eterna.

Síntese do Tópico II

Há fidelidade do ministro no ensino da Palavra de Deus e no combate as heresias.

III A Diligência no Ministério.

1. O ensino prescritivo

  • “Manda estas coisas e ensina-as” (1 Tm 4. 11).
  •  Era uma determinação paulina a jovem pastor Timóteo: Ele não poderia fraquejar na ministração doutrinaria a igreja de Éfeso.
  • Sob pena da proliferação dos falsos ensinos e heresias com maior velocidade e maior dano ao povo de Deus naquela igreja.
  • O ensino paulino também é de grande valor para nossos dias. Dias em que há um desprezo acentuado pelo ensino da genuína Palavra de Deus em muitas igrejas.

2. Exemplo do fieis (1 Tm 4. 12).

  • Timóteo, ainda um jovem pastor, foi enviado por Paulo a pastorear e doutrinar uma igreja onde havia anciãos ou presbíteros, mais maduros que ele.
  •  Daí, Paulo o exorta e ser o exemplo em tudo.
  • O Pastor não importando a sua idade precisa ser consciente de sua responsabilidade a frente do rebanho de Deus, e de que será sempre um exemplo para este rebanho.
  • Para tanto deve ter cuidado no seu modo de falar, agir e até de se vestir, diante da igreja e da sociedade em que vive.

3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado.

  • O pastor (ou líder) é uma pessoa que deve sempre estar estudando e aprendendo para que possa se qualificar a exortar e ensinar a igreja (1 Tm 4. 13).
  •  Infelizmente a líderes do nosso povo que nunca leram a Bíblia toda, não conhecendo assim a sua principal ferreamente de trabalho.
  •  Além da Bíblia, é necessário, para a qualificação do obreiro, a leitura de outros livros que vão dar conhecimento e edificar o pastor e contribuir para a edificação da igreja.
  • Para ensinar, o líder precisa gostar de aprender.

Reflexão:

Um ministro do evangelho precisa estar constantemente estudando e aprendendo para que possa exortar e ensinar a Igreja.


Síntese do Tópico III

O ministro de Deus deve ser diligente quanto ao aprendizado da palavra de Deus.

Conclusão da aula.


Temos que ter cuidado, pois atualmente muitos estão apostatando da fé e se deixando levar por doutrinas de homens e de demônios. Para combater os falsos ensinos, o pastor deve conhecer a Palavra de Deus e ensina-la ao rebanho. O pastor e seus auxiliares precisam conhecer as doutrinas bíblicas a fim de que possam ensinar a sã doutrina. Que o Senhor guarde os ministros e as igrejas dos ataques do maligno, da apostasia nesses últimos tempos que antecedem a vinda de Jesus.

sábado, 25 de julho de 2015

Pastores e Diáconos

Lição 04

Pastores e Diáconos



Texto Áureo

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (I Tm 3. 2).

Verdade Prática

Os pastores e os diáconos são lideres escolhidos por Deus, através do ministério, para cuidarem do serviço cristão na igreja local.

Reflexão:

Pastor, quando ouvimos esta palavra logo nos vem à mente um homem com a responsabilidade de cuidar de um rebanho, e neste cuidado estamos falado de: prover de alimentação e saciar a sede, manter a saúde, proteger de predadores, promover a união e abrigar das intempéries do tempo. Sabedor de que o rebanho não é propriedade do Pastor, ele apenas cuida de ovelhas de seu Senhor que é Cristo, diante disto é necessário que este pastor seja ajudado por outros pastores e auxiliares nesta tarefa tão árdua e sublime que é cuidar do rebanho de Deus, é ai que entra uma das funções relevante no serviço da igreja local, o diácono, este tem a função e qualificações definida deste a igreja primitiva. Vejamos o texto: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.” (At 6. 1-7).

Objetivos da lição de Hoje

Geral:

Promover a conscientização de que o pastorado e a diaconia são ministérios dados por Deus.

Específicos:

I Tratar com respeito o episcopado.
II Apresentar as qualificações de um líder.
III Refletir a respeito do diaconato.
IV Conscientizar-se de que o serviço é a razão de ser do ministério.

Reflexão:

Diácono, pessoa que ajudava nos trabalhos de administração da Igreja e cuidava dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral, diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã. (At 6. 1-8; 1 Tm 3. 8-13) (KASCHEL, Warner & ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida. Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª Edição. São Paulo. 2005.).
Diácono, Sua forma verbal (diakonein) significava “servir” particularmente “servir as mesas”. Tem a conotação de um serviço pessoal, intimamente relacionado com o servir com amor. Para os gregos, o serviço era raramente dignificado; o desenvolvimento próprio deveria ser a meta de uma pessoa ao invés da humilhação própria. O judaísmo conserva uma visão diferente sobre serviço. Isto esta exemplificado no primeiro mandamento: “Amaras o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19. 18; cf Mc 12. 31). Foi isso que o nosso Senhor nos ensinou quando lavou os pés dos seus discípulos, acrescentando: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13. 15). (Dicionário Bíblico de Wycliffe. CPAD. Rio de Janeiro. 2013).


Introdução.

  • No capítulo terceiro da primeira carta a Timóteo Paulo vai nos instruir a respeito da função e oficio do Pastor ou Bispo.
  •  Pastorear não é profissão, mas um ministério dado por Deus, cuja função principal é cuidar das ovelhas do Senhor.
  •  A função do Diácono como auxiliar do Pastor no cuidado com o rebanho e no servir a igreja local.
  • Estudaremos sobre pastorado e diaconato duas funções de extrema importância para o crescimento do Reino de Deus.

Ponto Central

Deus vocaciona e separa homens para o diaconato e para o ministério pastoral.

Reflexão:

“A palavra grega para bispo no capítulo três de 1º Timóteo é episkopos. Esta mesma palavra é utilizada como sinônimo de presbítero e ancião. Paulo mostra que aqueles que desejam o episcopado, excelente obra desejam. Porém, logo a seguir ele apresenta as qualificações morais e espirituais que este ministério exige. Paulo relaciona quinze qualificações que podem ser vista dos versículos 2 a 7 do capitulo três. Estas qualificações não são obtidas nos seminários ou nos bancos das universidades, mas são resultados de um caráter transformado e regenerado pelo Senhor Jesus. O líder é alguém que influencia pessoas, por isso, precisa ser o exemplo. É necessário que ele tenha uma vida ilibada e esteja disposto a servir, pois ser líder é acima de tudo ser servo”.

I – Quem deseja o episcopado.

1. “Excelente obra deseja”.

  • Quem deseja ser pastor, aspira uma excelente obra.
  • Porém ser pastor não é profissão.
  • Não é trampolim para a ascensão social ou econômica.
  • Ser pastor é, vocação e separação divina para o ministério de cuidar do rebanho de Deus.

2. A chamada.

  • Ministério pastoral, uma escolha e chamada de Deus.
  • Muitos hoje têm sido escolhidos e apresentados apenas por homens.
  •  Paulo foi escolhido desde o ventre materno (Gl 1. 15).
  • Jeremias também foi vocacionado como profeta desde o nascimento (Jr 1. 5).
  • Que é chamado por Deus tem convicção da chamada e apresenta um perfil que agrada a Deus.

3. O Preparo.

  • A chamada é divina, mas o preparo é humano.
  • O Pastor necessita de conhecimento bíblico, preparo teológico, e habilidades ministeriais para bom desempenho a frente à obra de Deus.
  • É um preparo que se dar não só no seminário teológico, mas também durante todo a sua jornada cristã.
  •  Os apóstolos foram todos chamados, mas só enviados depois de aprendizado com o Mestre (Mc 6. 7; Mt 10. 16; Lc 10. 1).
  • Paulo conhecia da lei, foi instruído por Gamaliel, mas esteve por três anos na Arábia se preparando para o ministério junto aos gentios (Gl 1. 17, 18).
  • Paulo foi enviado pelo Espírito Santo (At 13. 4).

Reflexão:

O ministério pastoral vem de Deus, É ele que escolhe. Muitos são escolhidos e separados apenas pelos homens, mas não por Deus.

Síntese do Tópico I

Almejar o episcopado é aspirar uma obra excelente.

II Qualificações e Atribuições dos Pastores e Diáconos (1 Tm 3. 1-13).  

1. Atribuições dos pastores (vv. 1-7).

  • Os pastore necessitam conhecer as atribuições e qualificações exigidas para função.
  • É responsabilidade de o Líder verificar no aspirante a “pastor, diácono e etc.” a satisfação de tais qualificações.
  • É atribuição da igreja local, referendar e aprovar apenas aqueles indicados que tenham as devidas qualificações.

2. Qualificações espirituais e ministeriais.

  • Ter uma vida irrepreensível (v. 2), ou seja, uma vida santa, ilibada, que não pese sobre ele acusação ou culpa alguma.
  • Estar “apto para ensinar” (v.2).
  • Ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes (v. 7).
  • Não ser neófito, inexperiente (v. 6).

3. Qualificações familiares.

  • Ser casado, marido de uma mulher, com uma vida conjugal saudável (v. 2).
  • Amar a sua esposa “como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5. 25)”.
  • Governar bem a sua casa, com filhos crentes e de bom testemunho.
  • Que cuide bem de sua família, pois se não cuida bem do seu próprio rebanho, como cuidará do rebanho do Senhor.

4. Qualificações morais.

  • Ser honesto, sincero, verdadeiro (v. 2).
  • Hospitaleiro, ou acolhedor, que saiba tratar bem as pessoas (v. 2).
  • Não dado ao vinho, não faz uso de bebida alcoólica, ou usuário de drogas licitas ou ilícitas (v. 3).
  • Não espancador, ou seja, não violento, agressivo (v.3; Gl 5. 22).
  • Não cobiçoso nem ganancioso (v. 3), ou seja, não avarento, não amante das riquezas e não cobiçoso de torpe ganancia, sem amor pelo dinheiro.
  • Simples, moderado (v. 3).
  • Não contencioso, ou seja, não dado a contendas, brigas e ou intrigas (v. 3; 2 Tm 2. 24).
  • Não avarento (v.3; 6. 10), ou seja, não amante das riquezas e não cobiçoso de torpe ganancia, sem amor pelo dinheiro.
  • Hoje já encontramos igreja e pastores que desprezam tais qualificações na hora se separar pessoas ao serviço pastoral.

Reflexão:

O pastor deve amar sua esposa “como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela”.

Síntese do Tópico II

A Palavra de Deus mostra as qualificações que os que almejam o diaconato e o pastorado precisam ter.

III O Diaconato (1 Tm 3. 8-13).

1. Os diáconos.

  • Diácono “aquele que serve”, é a pessoa que como o pastor foi escolhido por Deus para servi á Igreja do Senhor.
  •  O oficio de diácono é importante e deve ser valorizado dentro da igreja local (At. 6. 1-7).
  • Temos apresentado e aprovado para esta função, novos convertidos e inexperientes, fugindo assim o padrão bíblico do Novo Testamento.

2. Chamados para servir.

  • Os que almejam o diaconato necessitam ter o desejo de servir a Deus e aos irmãos.
  •  Há muitos que querem ser servidos, e poucos que se dispõe a servir.
  • Neste caso precisamos seguir o exemplo de Jesus, que veio para servi e não para ser servido (Mt 20. 28; Mc 10. 45).

3. Qualificações.

  • Paulo apresenta uma serie de qualificações necessárias a serem apresentadas por aquele que aspiram ao diaconato (vv. 8-13).
  •  São qualificações semelhantes às exigidas aos candidatos ao episcopado (pastores).
  •  Você tem tais qualificações. O ministério cristão é algo muito serio.

Reflexão:

Assim como os pastores, aqueles que almejam o diaconato precisam ter o desejo de servir a Deus e aos irmãos.

Síntese do Tópico III

Cabe ao diácono servir a Igreja do Senhor.

IV Serviço – Razão de ser do Ministério.

1. O exemplo do Mestre.

  • Jesus despojou-se temporariamente de sua gloria plena (Jo 17. 14; Fp 2. 5-10).
  • Jesus assumiu a condição de servo, e mais que isso assumiu a forma de escravo (Fp 2. 6-8).
  •  Jesus lavou os pês dos discípulos, nos dando um exemplo importante.
  • Sendo Ele o Senhor e Salvador deu provas de que se comportava como servo (Jo 13. 4,5).

2. Exemplo de Paulo.

  • Paulo após o encontro com Cristo torna-se um autentico servo de Cristo e de sua Igreja, sendo fiel e não medindo esforços para cumprir a missão de servir a Igreja.
  •  Hoje temos falsos pastores que usa de fraude, e se aproveitam da fé dos crentes para obter ganhos sociais e financeiros.
  • Mais uma das recomendações apostólicas (Paulo e Pedro) é que tais obreiros sejam “não cobiçosos de torpe ganância” (1 Tm 3. 3; 1 Pe 5.2)

3. Exemplo de Timóteo.

  • Timóteo era um pastor exemplar, e demostrou ter um caráter imaculado.
  • Na sua formação moral e espiritual vamos contar com a participação importante de sua mãe Eunice e de sua avó Loide.
  •  Cuidou com zelo do rebanho de Senhor confiado a ele em Éfeso, enfrentado com coragem e serenidade os falsos mestres.
  • O Líder de uma Igreja precisa ser corajoso e plenamente comprometido com Jesus Cristo.
  • Timóteo também demostrou não buscar a gloria para si, um exemplo a ser seguido por muitos obreiros hoje.

Síntese do Tópico III

A razão de ser do ministério pastoral e do diaconato é o serviço a Deus.

Conclusão da aula.

Os pastores e diáconos são obreiros, instituídos pelo Senhor, para auxiliar os servos de Deus. Não importa a função que você exerça na Igreja de Cristo, seja você um pastor ou diácono, o importante é que “todos sejam um” para a gloria de Deus (Jo 17. 21), sabendo que para Ele todo serviço tem sua importância e valor.

Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

Lição 03

Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

Texto áureo


“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens” (I Tm 2. 1).

Verdade Prática

A oração é o meio pelo qual falamos com Deus, intercedemos por nossas necessidades e em favor do próximo.

Reflexão: Na oração falamos com Deus, fazemos nossas petições ao Senhor Nosso e criador de todas as coisas, mas também intercedemos pelo nosso próximo, sem esquecer que é através da oração que reconhecemos o Senhorio de Deus, “Pai nosso que estas no céu, santificado seja o teu nome assim na terra como no céu”, também reconhecemos nossas fraquezas e pecados e temos a oportunidade de pedir perdão a Deus por eles, Logo a nossa oração não pode e não deve se tornar uma lista interminável de pedidos, e reclamações, nas deve seguir o modelo ensinado por Cristo Jesus.

Objetivos da lição de Hoje


Geral:
Apresentar as recomendações paulinas quanto à oração e o comportamento da mulher cristã.

Específicos:
I Tratar a cerca da responsabilidade do crente de orar em favor de todos os homens.
II Conscientizar-se de que Deus deseja que todos se salvem.
III Refletir a respeito da maneira como as mulheres cristãs devem se vestir.
IV Discutir a respeito da conduta das mulheres na igreja.

Reflexão: O comentarista aborda a lição desta semana em dois assuntos que tem uma ligação muito forte entre eles, A oração é o primeiro assunto abordado, com ênfase a responsabilidade do cristão quanto a sua dedicação a intercessão, principalmente no que se refere à salvação dos homens, logo na sequencia ele apresenta recomendações às mulheres, estas que são uma coluna na igreja no que se refere à oração, e assim sendo necessitamos de mulheres com uma conduta irrepreensível diante de Deus e dos homens para que suas súplicas sejam ouvidas e aceitas por Deus, e assim todos os santos sejam abençoados pela intercessão destas santas mulheres.

Introdução.

  • Paulo deixou Timóteo em Éfeso para que ele cuidasse daquela igreja, e lhe estar escrevendo para que ele Timóteo colocasse ordem na igreja efésia.
  •  Paulo recomenda aos crentes, dedicação à oração como prioridade.
  •  Oração por todos os homens, pois o Senhor Deus deseja a salvação de todos, e oração pelas autoridades para que eles (os efésios) possam viver de modo quieto e sossegado.
  • Paulo também ensina a respeito do comportamento das mulheres na vida da igreja de Éfeso.

Ponto Central

Como crentes precisamos orar por todos aqueles que estão em eminência.

Reflexão: Oração pelos governantes, isto é dever de todo cristão, e uma ordença bíblica, principalmente em época de crise como a que vivemos hoje no Brasil, embora seja o nosso compromisso orar pelas autoridades e pela estabilidade do governo, não podemos fechar os olhos para todos os desmando e corrupção que estão entranhados em todas as instâncias de poder no país, devemos também como cidadãos cobrar e reivindicar destas mesmas autoridades pelas quais intercedemos a Deus, uma gestão pública honesta, austera, e de uma lisura inquestionável, para o bem publico e sossego coletivo.

I – Oração por todos os homens.

1. “Deprecações” (2.1).

  • O termo significa suplicar, implorar, rogar por alguém.
  • É a intercessão a Deus por todos os homens de modo intenso e compassivo.
  • Deus é soberano e onisciente, porém, Ele deseja ouvir as nossas suplicas.
  • E não a coisa por mais difícil que seja que não possa ser resolvida pela oração de um justo.

2. “Orações”.

  • Exegetas entende que Paulo empregava termos sinônimos em (1 Tm 2. 1).
  •  Mas no original grego as palavras empregadas são diferentes.
  •  Oração aqui refere-se a termo comum para oração, de suplica, de louvor, intercessão.

3. “Intercessões”.

  • Termo com sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio”.
  •  Traz a tona o significado “apelar para”, ou intercessões em geral que se fazem em favor de alguém.
  •  Sempre foi difícil encontrar intercessores, mas atualmente está ainda mais difícil (Ez 22. 30.
Reflexão: O Senhor não somente nos ouve, mas também atende nossas súplicas. Não existe situação, por mais difícil que seja que não possa ser resolvida pela oração.

4. “Ações de graça”.

  • Oração em que se expressa gratidão a Deus pelas benções recebidas, ou até por coisas adversas.
  •  Paulo instrui os Tessalônicos a dar graças a Deus por tudo (1Ts 5. 18) .
  • Aqui se observa a diferença entre os termos empregados por Paulo, que presta ações de graças não rogo nem suplica, e sim agradece.

Síntese do Tópico I

A Palavra de Deus exorta a orarmos em favor de todos os homens.

II A Salvação de todos.  

1. “Que todos se salvem” (v. 4).

  • Deus deseja que todos os homens se salvem. (Jo 3. 16)
  • Fora de Cristo não há salvação (1Tm 2. 5,6), Quem crê em Cristo é salvo, e quem não crê e condenado (Jo 3. 18,19)
  • E é missão da Igreja de Cristo levar a mensagem de salvação a todos os homens (Mt 28. 19,20).

2. Um árduo trabalho missionário.

  • Paulo seus companheiro desenvolveram em grande a árduo trabalho missionário.
  • O Pastor, ministro de Deus, tem a responsabilidade de ensinar a igreja, ganhar almas para o reino de Deus e discipular seus filhos na fé.
  •  Paulo não só se preocupava com o rebanha a ele confiado, mas tinha o zelo especial pela evangelização dos povos e para com a obra missionaria.
  • E se já provamos a graça divina não temos mais prazer no pecado (1 Jo 3. 9).

3. A melhor recompensa.

  • Obra missionaria um trabalho árduo porem muito gratificante.
  • O semear a semente e vê-las nascer, crescer e até darem frutos, o pregar a palavra, ver as almas rendidas aos pés do Senhor, batizadas com o Espírito Santo, e ganhando outros, para o Senhor isto alegra o coração do obreiro.
  •  Mas a maior recompensa nos estar reservada nos céus (1 Pe 5. 2-4).
Reflexão: Os que estão na liderança sabem que muitas são as lutas e tristezas, no entanto existe um galardão a espera dos obreiros fiéis.

Síntese do Tópico II

Deus é misericordioso e amoroso por isso, deseja que todos os homens se salvem.

III A maneira de se vestir das mulheres.

1. As mulheres na casa de Deus.

  • Timóteo estava sendo instruído por Paulo, sobre a maneira correta das mulheres se comportarem na Igreja.
  •  Mulheres reconhecidas não só pelo seu modo de vestir, ou atributos físicos, mas por suas atitudes no servir a Cristo dentro da igreja e fora dela.
  • Nosso corpo é templo e morada de Espírito Santo, e como tal devemos usa-lo, vesti-lo, e adorna-lo de modo a honrar e glorificar a Deus o Senhor de nosso corpo.
  • O homem e a mulher cristãos tem que ser diferentes nos aspectos cotidianos da vida diante de Deus e dos homens, inclusive no modo de vestir e se portar.

2. Traje honesto, com pudor.

  • Honesto, com pudor sinônimo de decoroso, decente, com sobriedade, ou simplicidade.
  •  Vestidos transparentes, curtos, que marcam o corpo embora estejam cobrindo a pele, atrai a cobiça do sexo oposto, incentivando o pecado.
  •  Infelizmente muitas mulheres estão errando na hora de se vestir, buscando modelo e inspiração no figurino mundano, esquecendo o padrão bíblico.
  • A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porem com pudor de modo a agradar a Deus.

2. Traje com modéstia.

  • Modéstia significa simplicidade, singeleza, despretensão.
  •  Além de recato no vestir a mulher cristã precisa se vestir com modéstia.
  •  Em algumas de nossas reuniões parecesse haver uma disputa para ver que usa o vestido da grife mais famosa, a bolsa mais cara e ou o sapato mais alto.
  • A elegância e a beleza feminina devem vir de dentro para fora, pois isto começa no caráter santo (1 Pe 3. 3).
Reflexão: A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porém com pudor, de modo a agradar a Deus.

Síntese do Tópico III

A mulher cristã precisa se vestir com pudor e modéstia.

IV A conduta das mulheres na Igreja.

1. Silencio no culto.

  • “A mulher aprenda em silencio, com toda a sujeição (1 Tm 2. 11; 1 Co 14. 34,35).
  •  Uma questão cultural, mulheres recém-convertidas do paganismo, encontrava uma liberdade na igreja, o que levava a cometerem exageros e extravagancias.
  • Em outro texto Paulo mostra que as mulheres podiam profetizar na igreja (1 Co 11. 5).

2. Mulheres no Novo Testamento.

  • Cristo em seu ministério terreno contou com a colaboração das mulheres (Lc 8. 1-3).
  •  O próprio Paulo valoriza o trabalho feminino no seu ministério e nas igrejas pelas quais passou (Rm 16. 1-15).

2. A Liderança do Homem.

  • Paulo aborda a liderança feminina citando a ordem da criação.
  •  Ressaltamos aqui que Paulo ao escrever aos Gálatas ensina que para Cristo, para a salvação não a distinção entre homens e mulheres (Gl 3. 28).
  •  Paulo usa como ilustração o Éden para mostrar que assim como Eva foi seduzida pela serpente, as irmãs de Éfeso estavam se deixando seduzir pelas falsas doutrinas.

Síntese do Tópico III

A mulher cristã deve ter uma conduta exemplar na igreja e fora dela.

Conclusão da aula.


Os ensinos de Paulo sobre oração e comportamento cristão das mulheres são validos para crente em todas as épocas e em qualquer lugar. Temos a obrigação moral de bíblica de interceder pela salvação de todos os homens, e pelas autoridades por uma gestão pública descente e honesta que promova o sossego coletivo e o bem comum.  Quanto à postura feminina entendemos que a mulher cristã deve se conduzir de forma honesta e com pudor não só dentro dos nossos redis mais principalmente em meios a esta sociedade corrompida mostrando a diferença entre o justo e o ímpio entre o que serve a Deus e o que não serve.


domingo, 12 de julho de 2015

Lição 02 O Evangelho da Graça

Lição 02

O Evangelho da Graça

Texto áureo

“[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus ” (At 20. 24).

Verdade Prática

O Evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

Objetivos da lição de Hoje

Geral:
Explicar o que é o evangelho da graça de Deus.

Específicos:
I Mostrar porque as falsas doutrinas corrompem o evangelho da graça.
II Conscientizar-se de que a graça superabundou com a fé e o amor.
III Compreender o significado do bom combate.

Introdução.
  • Paulo expressa a sua preocupação com o rebanho de Deus, ele temia ante ao ataque de lobos devoradores (At 20. 29, 30).
  •  Timóteo foi deixado em Éfeso, com recomendação expressa de Paulo para combater tais lobos (1 Tm 1. 3).
  •  Abrigamos hoje dentro de nossos redis falsos obreiros que são verdadeiros devoradores, lobos que pervertem a sã doutrina e dispersam as ovelhas.
Ponto Central

Os falsos ensinos corrompem o Evangelho da graça de Deus.

I – As falsas doutrinas corrompem o evangelho da Graça.

1. O evangelho da graça.
  • Evangelho libertador que Cristo trouxe.
  • Por amor e bondade de Deus.
  • Sem a intervenção de obras humanas (Ef 2. 8,9).
  • Paulo escritor das cartas pastorais.
  • Blasfemo perseguidor dos cristãos foi escolhido por Deus para ser um dos maiores pregadores do evangelho (I Tm 1.12-14).
  • Conhecia o evangelho não só na teoria, mas por experiência própria no caminho de Damasco (At 9. 3-5).
  • Defendeu o evangelho da graça com muito ardor e eloquência mesmo debaixo de aflição e perseguição (At 20. 24).
2. As falsas doutrinas.
  • Falsos mestres, Presbíteros a quem cabia ministrar o ensino a igreja (1 Tm 5. 17, 3. 2).
  •  Falsas doutrinas.
  •  Fabulas: narrativas imaginarias, lendas, ficção, mitos, etc.
  • Genealogias: eram especulações, controvérsias inúteis que não traziam edificação.
  • Timóteo foi deixado em Éfeso para combater tais ensinos.
3. O “fim do mandamento” e a finalidade da lei.
  • Paulo chama a atenção de Timóteo, para o ensino de Deus e de Cristo.
  •  Paulo resumiu este ensino como “mandamento” e sua finalidade (1 Tm 1. 5, 6).
  •  A lei esta destinada para os ímpios (1 Tm 1. 9-11).
Síntese do Tópico I

Paulo alerta a respeito das falsas doutrinas, pois elas acabam corrompendo o evangelho da graça.

II A graça superabundou com a fé e o amor.  

1. Gratidão a Deus.
  • Paulo expressa gratidão a Deus, por ter sido escolhido para o ministério apostólico e pastoral.
  •  Nisto vemos mais uma demonstração do evangelho da graça de Deus.
  • O evangelho é a expressão do amor de Deus que transforma o vil pecador em nova criatura (2 Co 5. 17) e o faz integrante da família de Deus (Ef 2. 19).
  • A graça de cristo alcançou a Paulo e Jesus o salvou e o transformou.
2. Humildade.
  • Paulo declara ser o principal pecador que Jesus veio salvar ( 1 Tm 1. 15):
  • Ele tinha convicção que foi salvo pela graça e não por seus méritos.
  •  Mesmo na condição de salvos o crente deve ter em mente que a salvação e dom de Deus, é graça divina, é favor imerecido.
  • E se já provamos a graça divina não temos mais prazer no pecado (1 Jo 3. 9).
Síntese do Tópico II

Paulo reconhece que a graça de Jesus superabundou com fé e o amor que há em Jesus Cristo.

III Um convite a combater o bom combate (vv. 18-20).

1. A boa milícia.
  • Timóteo recebera de Paulo a missão de pregar o evangelho da graça combatendo as heresias em Éfeso. “o bom combate”.
  •  Paulo incentiva o jovem pastor a militar “a boa milícia” (1 Tm 1. 18).
  • Um ministério confirmado por Deus através de profecias e outorgado a Timóteo pela imposição de mãos dos apóstolos (1 Tm 1. 18; 2 Tm 1. 6).
2. A rejeição da fé e suas consequências ( 1 Tm 1. 5).
  • Rejeitar a fé e o evangelho da graça é ficar vulneravam a heresias e as falsas doutrinas.
  •  Paulo chama tal situação de naufrágio na fé.
  •  E toma como exemplo Himeneu e Alexandre estes pregava o gnosticismo na igreja de Éfeso, pois já haviam se desviado do evangelho da graça.
  • Era tão grave o seu desvio, e perigosa a sua influência e ensino que Paulo os “entregou a Satanás, para aprenderem a não blasfemar” (1 Tm 1.20).
Conclusão da aula.


A Igreja nasceu e se consolidou debaixo da perseguição e confronto com as falsas doutrinas e heresias, pregando sempre o evangelho da graça de Deus, para salvação do pecado, sem a intervenção das obras humanas, Paulo nas cartas pastorais a Timóteo e a Tito os instrui e os encoraja a se manterem firmes na defesa do evangelho da graça do qual ele foi o principal beneficiado.

Isaías Soares de Oliveira
Sec. Geral da EBD-CG

sábado, 7 de junho de 2014

O Ministério de Mestre ou Doutor



O Ministério de Mestre ou Doutor

Ir. Isaias Soares de Oliveira
Sec. Geral EBD AD/CG

Texto Áureo

“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada [...] se é ensinar que haja dedicação ao ensino” (Rm 12. 6,  7)

Verdade Prática

Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edificar a Igreja de Cristo

Recapitulando

O Apóstolo: Coloca o fundamento, a base, o alicerce no inicio da edificação.

O Profeta: Aplicam sobrenaturalmente a doutrina dos apóstolos, que nada mais é que a doutrina de Cristo.

Evangelistas: Traz para o edifício novas pedras vivas, os pescadores de homens, são os ganhadores de almas para Cristo.

Pastores: Cuidam destas pedras vivas, e as organizam nesta edificação com o objetivo de estas também ganharem novas pedras vivas.

Mestres e Doutores: Dar o acabamento nesta edificação, aprumando, rejuntando, limpando e modelando estas pedras vivas pelo ensino da palavra de Deus.

INTRODUÇÃO

Estudaremos nesta lição:

  •  Jesus a referência de todo mestre na casa de Deus, ele é o nosso mestre por excelência.
  •  A igreja Primitiva fundada na doutrina dos apóstolos, segundo o mandamento do Senhor Jesus, o seu ensino  e suas prerrogativas como coluna e firmeza da verdade.
  •  O dom ministerial de mestre ou doutor sua importância e relevância para a igreja da atualidade.
I – Jesus, O Mestre por excelência.

1. O mestre da Galileia.
  • Jesus, o Mestre incomparável, o Doutor por excelência, que ia ao encontro das necessidades de seus alunos (Mt 4. 23-25);
  • Ensinava com autoridade diferentemente dos “mestres” de sua época, os escribas e fariseus (Mt 7. 28, 29);
  • A verdade emanava da pessoa de Jesus, o seu ensino impactava os seus aluno e ouvintes e incomodava as autoridades políticas e religiosas de seus dias (Jo 14. 6; 6. 65-69; 7. 42-53).
2. O mestre divino.
  • Nicodemos, mestre fariseu, reconhece a Cristo como mestre vindo da parte de Deus (Jo 3. 1-2);
  • O seus discípulos assim o reconhecia e assim o tratavam (Lc 8. 24; Jo 13. 13) por cerca de 45 vezes Jesus é chamado de mestre no texto do NT;
  • O próprio Cristo se apresentava como sendo Mestre (Mt 23. 8 – 10).
3. O mestre da humildade.
  • Jesus ensinava na teoria (doutrina), e também na prática, isto é vivenciava o que ensinava.
  • Para dar exemplos: lavou os pés aos discípulos, comia com os pecadores, dialogava com as prostitutas, pagava os impostos e respeitava as autoridades; valorizava crianças, necessitados, órfãos e viúvas (Jo 13. 13-15).
  • Humilhou-se até a morte e morte de cruz, para salvar seus alunos, isto é seus discípulos (Fl 2. 8).
II – O ensino das Escrituras na Igreja do Primeiro Século.

  1. Uma ordem de Jesus.
  • Antes de retornar para o Pai, Jesus ordenou: “ide, ensinai a todas as nações, [...] ensinando-as a guardar todas as coisas (Mt 28. 19, 20);
  • Já no discurso de Pedro após o pentecoste vemos a obediência em parte desta ordem.
  • Tendo em vista a edificação da Igreja de Cristo, o Mestre através do Espírito Santo dotou alguns de seus servos com o dom de mestre ou doutor (Ef 4. 11).
  • Capacitação sobrenatural do Espírito Santo, não implica em relaxamento ou descuido com a formação intelectual e teológica (Rm 12. 6, 7).
2. A Doutrina dos Apóstolos.
  • Os primeiros novos convertidos eram doutrinados, eles aprendiam o ensinado e praticavam tais preceitos (At 2. 42);
  • A “doutrina dos apóstolos” era o conjunto dos ensinos de Cristo ministrado com autoridade pelos apóstolos.
  • Ensino eficaz e persistente, conforme o ide, com o objetivo de promover o crescimento integral dos novos crentes.
3. Ensinamento persistente
  • Os primeiros mestres das escrituras foram os apóstolos (At 5. 20, 21, 25, 41, 42);
  • Primeiro discipulado, tarefa do evangelista, é o “Ide e fazei discípulos batizando-os...”;
  • Segundo discipulado, tarefa do mestre, é o “ensinando-lhes a guardar tudo” missão continua e persistente.
  • Deus levantou doutores na igreja de Antioquia para expandir a sua obra (At 11. 25-26; 13. 1-3)
III – A Importância do Dom Ministerial de Mestre.

1. Uma necessidade urgente da igreja.
  • Necessitamos de Mestres com ensino eficaz e profundidade na palavra de Deus, para tirar os crentes da superficialidade bíblica e infantilidade espiritual (Ef 4. 11-16);
  • Para barrar o aumento do engano promovido pela astucia dos falsos mestres (II Pe 2. 1)
  • Este dom produz amadurecimento a todas as atividades da vida cristã, além de combater os falsos ensinos (Os 4. 6; Ef 4. 14)
2. A responsabilidade de um discipulado contínuo.
  • O discipulado não termina quando o novo convertido é batizado em aguas;
  • O Senhor Jesus chamou-nos para serem seus discípulos por toda vida (Mt 28. 19, 20).
  • A vida cristã é um aprendizado diário, permanente e contínuo, tanto para quem é discipulado quando para quem está discipulado!
3 Requisitos necessários ao mestre.
  • Ser um salvo em Cristo: se não tem certeza da própria salvação como ensina-la a outros (2 Tm 2. 10-13);
  • Ter o habito de ler: Habito levado a serio no ministério de Paulo (I Tm 4. 13; II Tm 4. 13);
  • Buscar o preparo intelectual: O mestre necessita conhecer e compreender o mundo bíblico (suas questões culturais, linguísticas, exegéticas e etc.) (Rm 12. 6, 7);
  • Possuir um coração em chamas: O vocacionado por Deus para o ensino necessita de uma paixão pelas almas, por vê-las firmadas em Cristo e dando frutos para o Reino de Deus (At 3. 12-26) .

Conclusão:

É uma inverdade afirmar que o preparo intelectual promove a frigidez espiritual na vida do estudante. É necessário é ser cheio do poder do Espírito Santo para ensinar com autoridade a palavra de Deus e buscar com todo esmero a preparação intelectual para com eficiência edificar a Igreja de Cristo, como bem exortou o apóstolo Paulo (Rm 12. 6-7).