sábado, 14 de abril de 2012

O hino do Amor


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Co 13. 1-13)

 Em sua carta aos crentes em Corintos o Apóstolo Paulo faz uma exortação ao perfeito e verdadeiro amor, que o comentarista da lição da EBD desta semana, classificou como um,“Hino do Amor”, pois são palavras de louvor a suprema excelência do amor, são palavras não só para serem lidas, propagadas ou recitadas em nossas reuniões solenes, mas para serem vivida no nosso cotidiano, uma vez que todo o nosso proceder cristão tem por base o amor de Deus derramado sobre todo o nosso ser, e só seremos reconhecidos como filhos de Deus e discípulos de Jesus quando verdadeiramente vivermos e praticarmos o que descreve estas palavras. (Jo 13. 35) Nestes últimos dias encontramos dentro de nossos templos pessoas religiosas ao extremo, que com desvelo incomparável realizam práticas e rituais religiosos sem a menor aprovação divina. Exemplo; profetizam, falam línguas, participam da santa ceia, entregam seus dízimos, louvam em nossos conjuntos e corais, frequenta nossos círculos de orações, e etc. e até realizam grandes obras de fé, porem tais práticas desprovidas do amor e da justiça de Cristo Jesus. Essas práticas e ritos nada são aos olhos de Deus se o amor sincero e puro não estiver entrelaçado ao viver do praticante, e sua espiritualidade e confissão de fé são vãs, ( Co 13. 1) os que assim se comportam não herdarão o Reino de Deus, pois lhes falta a plenitude do Espírito Santo, pois pelas suas obras podemos afirmar que as manifestações espirituais apresentadas por tais pessoas não provem de Deus mas de espíritos contrários a obra de Cristo na vida dos tais. A essência da fé cristã tem por principio o amor verdadeiro e ético que é solidário com o pobre e necessitado e que se compadece do caído, mas que preserva a fidelidade a Cristo e a sua palavra. (1 Jo 4. 20, 21) Que possamos sempre entoar e viver na sua plenitude o “Hino do Amor”. A paz e a graça de Senhor Jesus seja sobre todo o povo de Deus. Amem.

Referências bibliográficas:
ANDRADE, Claudionor de. As Sete Cartas do Apocalipse. Lições Bíblicas, 2º Trim. 2012. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968
COELHO, Alexandre. Subsídios para As Sete Cartas do Apocalipse. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 50. CPAD. Rio de Janeiro. 2012

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