sexta-feira, 29 de março de 2013

(2 Rs 13. 21) O LADO HUMANO NA PROFECIA

“Disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes, e cessou.” (2 Rs 13. 18)

O componente divino na profecia é indiscutivelmente, predominante, e dar legitimidade a esta manifestação sobrenatural, onde Deus transmite uma mensagem seja por palavras e até por ações de um ser humano, e nesta situação esta pessoa deve estar sobre a inspiração do Espírito Santo, e entendemos que embora sobre a direção do Espírito Santo o homem quando usado por Deus não perde a consciência ou mesmo a sua identidade como humano, Deus não faz dos seus servos marionetes ou robôs para realizar as suas ações. Sendo assim na profecia a Escritura Sagrada mostra que existe a participação do homem neste processo, através da sua entonação de voz, da sua expressão corporal, e do seu caráter pessoal, e até da sua vida cotidiana, poderão ser utilizada por Deus como forma de expressão de uma mensagem aos homens.
Temos exemplos como do profeta Jeremias, quando usa um cinto de linho apodrecido para falar aos filhos de Israel sobre a repreensão divina sobre eles em função de sua soberba e desobediência (Jr 13. 1-11). A vida do profeta Oseias e seus filhos são usados de forma profética por Deus para mostrar ao povo de Israel qual era a sua condição diante do Eterno Deus (Os 1; 2; 3), e no texto em tela temos o atirar de flechas pelo rei Jeoás, representando o tamanho da vitória do povo de Israel sobre os sírios, e com símbolo da fé e perseverança deste rei, pois quanto mais flechas o rei atirasse mais contundente e majestosa seria a vitória deste sobre os sírios, porém em sua pequena fé o rei atirou apenas três flechas, no que foi alertado pelo profeta Eliseu: “Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sírios.” (2 Rs 13. 19). Era uma atitude consciente do rei Jeoás, sobre a direção de Deus, pelas palavras de Eliseu, como parte da mensagem divina sobre o livramento que o Senhor haveria de dar a Israel por mão do rei Jeoás.
Portanto, é o componente humano parte integrante e expressivo da voz de Deus, para o seu povo. Logo o homem de Deus necessita ter a sua vida e o seu corpo, totalmente consagrados ao Senhor, e assim poder ser usado como cenário para expressar a soberana vontade do Altíssimo. Amém!!

Referências bibliográficas:

GONÇALVES, José. Elias e Eliseu. Lições Bíblicas, 1º Trim. 2013. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Elias e Elizeu – Um Ministério de Poder para toda a Igreja. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 53. CPAD. Rio de Janeiro. 2013.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. Editora Vida Nova. São Paulo. 2007.

quarta-feira, 27 de março de 2013

(2 Rs 13. 17) O LADO DIVINO DA PROFECIA

“E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios; em Afeque, até os consumir.” (2 RS 13. 17)

A profecia é essencialmente a manifestação dos desígnios de Deus, através da voz humana, o oficio de profeta no Antigo Testamento exigia do profeta uma conduta ilibada e uma extrema fidelidade na transmissão dos oráculos divinos ao povo e a quem Deus diria a palavra profética sobre pena de o profeta ser banido do meio do povo de Deus (Dt 13. 1-11; 18. 15-22), logo a profecia tem como premissa a vontade e a soberania divina e qualquer manifestação que não estiver dentro deste padrão bíblico deve ser desconsiderada, o comentarista da lição aborda os jarrões que estar em moda dentro das nossas igrejas na atualidade tal como “Eu profetizo sobre a tua vida” ele afirma: “Embora bonito e vestido de roupagens espirituais, tal jarrão não passa de orgulho e afetação humana” isto porque a profecia para merecer a credibilidade da Igreja do Senhor Jesus Cristo deve seguir o modelo bíblico de soberania e vontade de Deus (2 Pe 1. 20, 21) e nunca estar fundamentada no orgulho e querer humano.
Eliseu durante o seu ministério foi exemplo deste fundamento em suas profecias, sempre ao dirigir a palavra em profecia, vamos encontrar a expressão “Assim diz o Senhor”(2 Rs 2. 21; 3. 16) demonstrando a orientação divina na sua expressão profética, é o que vamos encontrar também no texto em tela implicitamente na expressão “flecha do livramento do Senhor” (2 Rs 13. 17), portanto entendemos que o profeta sempre recebia de Deus o que profetiza, e reproduzia fielmente o que de Deus recebia, e o que fala tinha o seu fiel cumprimento, atestando a sua conduta como profeta de Deus. Daí compreendermos que a profecia tem o seu principio em Deus e não no homem, e, portanto o profeta deve receber de Deus a inspiração para assim entregar aquilo que o Senhor Deus lhe ordenar, e esta ordem nunca poderá ser invertida sob pena de o profeta se equivocar em suas emoções e falar aquilo que o Senhor não lhe autorizou.

Referências bibliográficas:

GONÇALVES, José. Elias e Eliseu. Lições Bíblicas, 1º Trim. 2013. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Elias e Elizeu – Um Ministério de Poder para toda a Igreja. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 53. CPAD. Rio de Janeiro. 2013.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. Editora Vida Nova. São Paulo. 2007.

terça-feira, 26 de março de 2013

(2 Rs 13. 14) O SOFRIMENTO HUMANO

“E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus cavaleiros!” (2 Rs 13. 14)

O profeta Eliseu depois de cumpri o seu ministério, já o alto dos seus oitenta anos de idade, conforme alguns estudiosos do Antigo Testamento, já cansado pelo passar dos anos, ele adoecem (2 Rs 13. 14-19), e aquela enfermidade lhe levaria ao túmulo, é certo que a enfermidade lhe causaria sofrimentos e dores, até porque, mesmo sendo um valoroso e fiel homem de Deus, era humano e estava sujeito as mesmas paixões de qualquer dos homens (Tg 5. 17, 18), não era por ser um profeta, e sincero servo do Deus Altíssimo que estava imune as limitações desta vida.
O que aconteceu como o profeta Elizeu em seus últimos dias é um testemunho que rebate a tese dos seguidores da teologia a prosperidade e da confissão positiva, será que alguém terá a coragem de acusar o profeta de falta de fé, ou mesmo de não conhecer o Deus a quem ele servia, ou ainda de dizer que o profeta não sabia por a sua fé em ação. Logo entendemos que o profeta viveu conforme a soberana vontade de Deus e em seus últimos dias padeceu de uma enfermidade natural, cuja consequência foi a sua partida para ir morar em definitivo no paraíso, e assim aguardar a ressurreição do ultimo dia.
A fé e a sinceridade deste profeta, e o poder Deus foi tão atuante no ministério deste homem de Deus que mesmo após a sua morte, Deus através dos seus restos mortais ainda operava milagres (2 Rs 13. 20,21), fato só narrado nas Escrituras Sagradas, pelo ministério de Eliseu. Portanto este profeta é exemplo de fé, e dedicação ao serviço de seu Deus, porém um ser humano limitado e sujeito a debilidade no seu corpo físico com o passar dos dias, como qualquer dos humanos. Amém!

Referências bibliográficas:

GONÇALVES, José. Elias e Eliseu. Lições Bíblicas, 1º Trim. 2013. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Elias e Elizeu – Um Ministério de Poder para toda a Igreja. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 53. CPAD. Rio de Janeiro. 2013.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. Editora Vida Nova. São Paulo. 2007.

sábado, 23 de março de 2013

LIÇÃO 12 – 1 Trim. 2013 – ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS




TEXTO ÁUREO. 


“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” (2 Tm 2. 1-2)




VERDADE PRÁTICA.

A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus haveria entregado a Israel através de sua palavra.


INTRODUÇÃO.

Estudaremos nesta lição:
  1. As Escolas de Profetas, sua origem, sua missão, e seus objetivos.
  2. Eliseu não ensinava a profetizar, esta é uma função exclusiva de Espírito Santo, ele liderava uma instituição que cuidava da Educação religiosa no antigo Israel.
  3. Os milagres com objetivos de glorificação a Deus e nunca como promoção pessoal, ou espetáculo da fé pera satisfação do ego humano.
I – A INTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS.

1. Noção de organização e forma.
  • A estrutura física das Escolas de Profetas nos dias de Eliseu;
  • O cuidado dos alunos e mestres com a ampliação da Escola dos Profetas;
  • Para uma educação de qualidade é necessário uma estrutura adequada;
  • Não podemos educar sem primeiro pensar em estruturar.

2. Noção de organismo e função.
  • Eliseu o supervisor e líder espiritual e orientador pedagógico das Escolas de Profetas;
  • Iniciadas com Samuel e se consolidou durante os e ministérios de Elias e Eliseu;
  • A manifestação de dons sobrenatural no ministério de Eliseu, e a compatibilidade com a sua missão pedagógica.

II – OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DOS PROFETAS.

1. Treinamento.
  • Trabalhar sob a orientação do líder, como parte integrante do treinamento das Escolas de Profetas (2 Rs 2. 15, 16);
  • Os filhos dos profetas, bem treinados, e capazes de desenvolver a função ministerial (1 Rs 20. 35);
  • Na igreja a formação do discípulo se completa pelo compartilhamento da aprendizagem na formação de novos discípulos.
                 
2. Encorajamento.
  • Eliseu seu ministério de pregação itinerante e suporte pedagógico as Escolas de Profetas;
  • Ele passava instrução e encorajamento aos jovens que ali eram treinados;
  • Elias e Eliseu tinham a preocupação de transmitir ás gerações mais novas o que haviam aprendido do Senhor.
  • Nas Escolas de Profetas os alunos eram encorajados a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus.
  • O maior objetivo do educador é encorajar o educando a buscar a excelência na aprendizagem.

III – O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS.

1.  A Escritura.
  • Elias e a Palavra de Deus como parte integrante do conteúdo ensinado nas Escolas de Profetas;
  • Elizeu recebeu de Elias este legado;
  • Era a Palavra de Deus que Elizeu ensinava aos seus discípulos;
  • E é esta Palavra que nós também devemos ensinar hoje aos nossos alunos.

2. A experiência.
  • Os profetas Elias e Eliseu compartilhavam com os seus discípulos o que haviam aprendido com o Senhor (2 Rs 2,15, 19-22; 4. 1-7, 42-44);
  • No contexto bíblico, a experiência não esta acima da revelação divina registrada na Bíblia Sagrada;
  • Elias afirmou que as suas experiências tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18. 36.
  • A aprendizagem é um processo interativo onde a experiência faz parte deste.

IV – A METODOLOGIA AS ESCOLA DOS PROFETAS.

1.  Ensino através de exemplo.
  • As Escolas de Profetas e a educação pela interação entre o professor e aluno na comunidade onde estavam inseridos;
  • Os conteúdos eram repassados na forma oral e também pelo exemplo dos profetas seus lideres;
  • Os discípulos de Eliseu aprendiam pela observação das ações do profeta durante a realização dos milagres.
  • O mesmo aconteceu com os discípulos de Jesus e de Paulo (Mt 9. 9; 1 Co 11. 1)

2. Ensino através da Palavra.
  • Eliseu utilizava a palavra de Deus na sua vida devocional e também como instrumento na instrução nas Escolas de Profetas;
  • Eliseu mediu a iniquidade de Acabe através a piedade de Josafá;
  • A Bíblia Sagrada deve ser a baliza pela qual devemos direcionar todo o nosso ensino.


CONCLUSÃO

As Escolas de Profetas estavam voltadas ao ensino formal dos filhos dos profetas eram ali ensinados, ética, comportamento em sociedade, e principalmente a Palavra de Deus e isto nos apontam para a preocupação dos profetas em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus único e verdadeiro. Entendemos que a educação secular possui grande importância, mas não pode ser entendida como única forma de educar, não se pode relegar á segundo plano o conhecimento divino que faz o homem de Deus sábio e herdeiro dos céus.


Referências bibliográficas: 

GONÇALVES, José. Elias e Eliseu. Lições Bíblicas, 1º Trim. 2013. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Elias e Elizeu – Um Ministéri4 de Poder para toda a Igreja. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 53. CPAD. Rio de Janeiro. 2013.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. Editora Vida Nova. São Paulo. 2007.






EXERCÍCIOS - LIÇÃO 12 – 1 Trim. 2013 – ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS
Nome:
Assinale verdadeiro ou falso:

1 As Escolas de Profetas eram instituições de ensino do AT com o objetivo de transmitir os valores morais e espirituais que Deus havia dado a Israel pela sua palavra.

(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

2 Samuel, Elias e Eliseu, profetas de Deus no AT não lideraram Escolas de Profetas.

(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

3 Eram parte integrante dos currículos das Escolas de Profetas, o ensino da Palavra de Deus, como também a experiência de vida dos profetas.

(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

4  Jesus Cristo colocou-se como exemplo a ser seguido pelos seus discípulos, e o apóstolo Paulo nos exortou a ser seus imitadores como ele o era de Cristo, isto é ensino pelo exemplo.

(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

5 O objetivo maior do educador é encorajar o educando a buscar a excelência no aprendizado .   

(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso


Responda:

6 Conforme a lição, que conteúdos faziam parte do currículo da Escola de Profetas?


7 Faça um pequeno comentário, em 5 linhas, sobre a forma de liderança de Eliseu a frente das Escolas de Profetas no AT.