segunda-feira, 26 de novembro de 2012

(2 Re 17. 23) DEUS USOU A ASSÍRIA CONTRA ISRAEL.


“Até que o SENHOR tirou a Israel de diante da sua presença, como falara pelo ministério de todos os seus servos, os profetas; assim foi Israel expulso da sua terra à Assíria até ao dia de hoje.” (2 Reis 17. 23)

Porque Deus entregou o seu povo nas mãos dos Assírios? A ponto de o reino norte deixar de existir e suas terras dadas por Deus como herança aos descendentes de Abraão ser ocupadas e dominadas por povos gentios oriundos de varias partes do império assírio (2 Rs 17. 24), e que mesmo após o cativeiro essas terras embora retomadas ao controle dos Israelitas, eles passaram a conviver com uma miscigenação de povos gentios, perdendo assim a sua identidade como povo de Deus, e sua terra como local de adoração a Deus, fato este ratificado pelo dialogo de Cristo com a Samaritana no poço de Jacó (Jo 4. 1-24)?
Quando verificamos o texto bíblico em busca da resposta vamos nos deparar com o próprio Deus dizendo: “O Senhor enviou uma palavra a Jacó, e ela caiu em Israel. E todo este povo o saberá, Efraim e os moradores de Samaria, que em soberba e altivez de coração, dizem: Os tijolos caíram, mas com cantaria tornaremos a edificar; cortaram-se os sicômoros, mas em cedros as mudaremos. Portanto o SENHOR suscitará, contra ele, os adversários de Rezim, e juntará os seus inimigos. Pela frente virão os sírios, e por detrás os filisteus, e devorarão a Israel à boca escancarada; e nem com tudo isto cessou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão. Todavia este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao SENHOR dos Exércitos. Assim o SENHOR cortará de Israel a cabeça e a cauda, o ramo e o junco, num mesmo dia (O ancião e o homem de respeito é a cabeça; e o profeta que ensina a falsidade é a cauda). Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são destruídos. Por isso o Senhor não se regozija nos seus jovens, e não se compadecerá dos seus órfãos e das suas viúvas, porque todos eles são hipócritas e malfazejos, e toda a boca profere doidices; e nem com tudo isto cessou a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão. Porque a impiedade lavra como um fogo, ela devora as sarças e os espinheiros; e ela se ateará no emaranhado da floresta; e subirão em espessas nuvens de fumaça. Por causa da ira do SENHOR dos Exércitos a terra se escurecerá, e será o povo como combustível para o fogo; ninguém poupará ao seu irmão. Se colher à direita, ainda terá fome, e se comer à esquerda, ainda não se fartará; cada um comerá a carne de seu braço.” (Is 9. 8-20).
 “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão. Para desviarem os pobres do seu direito, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! Mas que fareis vós no dia da visitação, e na desolação, que há de vir de longe?”
“A quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória, Sem que cada um se abata entre os presos, e caia entre mortos? Com tudo isto a sua ira não cessou, mas ainda está estendida a sua mão.” (Is 10. 1-4), vejamos ainda (2 Rs 17.1-23).
Portanto Deus feriu a Israel em razão dos seus pecados, levando-os cativos entre os Assírios pelas suas transgressões aos mandamentos divinos, para lhes dar um corretivo a fim de que eles reconhecessem as suas iniqüidades e retornassem a servir a Deus com fidelidade e correção, o que não mais ocorreu devido à miscigenação ocorrida naqueles dias (2 Rs 17. 25-41).
Mesmo quando Deus fala de juízo sobre os filhos de Israel sempre fala de sua restauração que aponta para a volta daquele povo após o cativeiro Babilônico, embora o reino Norte não se restabelecesse mais como nação, porque assim o Senhor o disse, mais retornou unificados ao reino Sul com os filhos de Judá, e até hoje estão entre o remanescente hebreu preservado por Deus, como a promessa feita a Abraão o seu servo. Fiquemos todos na paz do Senhor Jesus. Amém!!

Referências bibliográficas:

Soares, Esequias. Os Doze Profetas Menores. Lições Bíblicas, 4º Trim. 2012. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Vencendo as Aflições da Vida. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 51. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.

sábado, 24 de novembro de 2012

LIÇÃO 8 – 4 Trim. 2012 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA.


LIÇÃO 8 – 4 Trim. 2012 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA.


TEXTO ÁUREO.

“Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez.” (Gn 18. 32)

VERDADE PRÁTICA.

                No tempo estabelecido por deus, cada nação, e cada individuo em particular, passara pelo crivo da justiça divina.


INTRODUÇÃO.

Estudaremos nesta lição:
  1. Naum, a justiça divina de volta a Nínive depois de um século e meio.
  2. Os ninivitas esqueceram-se dos dias de Jonas, e do perdão divino.
  3. Naum proclama a ruína de Nínive, em um juízo irreversível.
  4. Deus no tempo determinado levará todos, homens e nações a prestação de contas.

I – O LIVRO DE NAUM.

1. Contexto histórico.
  • Naum como os demais profetas menores tem uma biografia resumida;
  • Elcosita (Na 1. 1), provavelmente de Cafarnaum (aldeias de Naum);
  • Período aceitável para o seu ministério profético 663 a 612 a. C.;
  • Nínive, capital do império assírio, cidade alvo das profecias de Jonas.

2. Estrutura.
  • Livro de Naum, composto de breves mensagens distribuídas em 3 capítulos;
  • 1º Capítulo: É um louvor a Deus, seguido do anuncio do castigo dos seus inimigos;
  • 2º Capítulo: Anuncia o assedio e a destruição de Nínive;
  • 3º Capítulo: “Boletim de ocorrência” motivos da queda de Nínive.
3. Mensagem.
  • O tema do livro e a “queda de Nínive”;
  • “Peso de Nínive” proclama o início de sua ruína (Na 1. 1; Ex23. 5; Nm 11. 11, 17);
  • Aponta para a proclamação de um desastre (Is 14. 28; 23. 1; 30. 6).


II – TOLERÂNCIA E VINDICAÇÃO.

1. Vingança (v. 2).
  • A Mensagem de Naum é o juízo divino sobre Nínive;
  • Vingança é o castigo imposto por dano ou ofensa;
  • Aplicado a infratores contumazes dos mandamentos divinos;
  • A vingança pertence a Deus (Sl 94. 1), “Juiz de toda a terra” (Gn 18. 25).
                 
2. Longanimidade.
  • Deus é compassivo e tardio em irar-se (Na 1. 3);
  • A longanimidade divina sempre espera o arrependimento do pecador (Rm 2. 4-6);
  • Porem a Justiça de Deus não permite tomar o culpado por inocente;
  • Por isto Nínive será punida, e Judá e demais nações verá a sua queda (3. 5-7).

3. O poder de Deus.
  • Naum descreve atributos divinos ligados ao poder e majestade de Deus (Na 1. 3-8);
  • A majestade e poder do Eterno são descritos através da força da natureza;
  • O juízo aos ninivitas foi protelado em razão da longanimidade, e não por impotência.

III – O CASTIGO DOS INIMIGOS.

1. Quem são os “inimigos”?.
  • Naquela situação era os assírios “o peso de Nínive” (Na 1. 1),indica isto;
  • A generalização, “inimigos” indica uma universalização da sentença;
  • Sentenças semelhantes são aplicáveis qualquer povo que se levantar contra Deus;
  • Razão pela qual a queda dos assírios foi definitiva (Na 1. 9);

2. O estilo de Naum.
  • O livro de Naum é rico em metáfora (Na 1. 9);
  • Exército assírio comparado a um emaranhado de espinhos e a bêbados por vinhos;
  • Simbolizando o enfraquecimento e fragilidade dos assírios;
  • Os assírios foram dominados pelos babilônicos em 612 a. C. sem resistência.

3. Reminiscências históricas?
  • O “conselheiro de Belial” (Na 1. 11, 12); uma referência a Senaqueribe (2 Rs 18. 13)?
  • Mas a expressão “mais ninguém do teu nome seja semeado”;
  • Fala da falta de herdeiro para o trono assírio no fim do império;
  • A sentença indica o caráter definitivo do castigo divino.
4. A consolação de Judá.
  • Uma mensagem direcionada a filhos de Judá (Na 1. 12);
  • O castigo de Judá é corretivo, eles ainda seriam alcançados pelo favor divino;
  • Porém o juízo sobre os assírios seria definitivo e irrevogável;

CONCLUSÃO

Deus derramou o juízo, punindo os assírios, nos mostrando os parâmetros de sua justiça, com que julgara tanto indivíduos como nações, que insistem em rejeitar a sua misericordiosa graça, perseverando na prática da iniquidade. Todos haveremos de prestar contas ao Senhor Deus, e só escaparemos se atentarmos para a salvação gratuita através de Jesus Cristo (2 Pe 3. 9).


Referências bibliográficas:
Soares, Esequias. Os Doze Profetas Menores. Lições Bíblicas, 4º Trim. 2012. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Vencendo as Aflições da Vida. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 51. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.





EXERCÍCIOS - LIÇÃO 8 – 4 Trim. 2012 – NAUM – O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA.

Nome:


Assinale verdadeiro ou falso:

1 Do profeta Jonas ate a época presumida das profecias do profeta Naum decorrem 150 anos.
(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

2 A cidade de Cafarnaum na Galileia, a casa do Senhor Jesus, é apontada pelos estudiosos como o local de nascimento do profeta Naum.
(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

3 O período mais aceitável e provável para o ministério do profeta Naum  é 663 a 612 a. C.
(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

4 O tema do livro de Naum é a queda e destruição de Nínive.
(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

5 A vingança pertence a Deus, e é compreendida dentro da profecia de Naum como o castigo de Deus aos que deliberadamente insistem em infringir as leis divinas.   
(  ) Verdadeiro                                                                  (   ) Falso

6 A longanimidade divina sempre espera o arrependimento do pecador, porém isto não pode significar impunidade, pois a justiça de Deus não permite tomar o culpado por inocente.
(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

7 O Império assírio cuja capital era Babilônia durou até 612 quando foi sufocado por Nabopolassar.
(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

8 Deus por sua misericórdia não punirá, indivíduos e nações, que, rejeitando a sua graça, perseverarem na prática do mal.
(  ) Verdadeiro                                                                 (   ) Falso

Responda:

9 Qual o atributo divino que não permite tomar o culpado por inocente, a ponto de Cristo dar a sua vida para resgate dos pecadores?


10 Faça um pequeno comentário em 5 linhas sobre a justiça divina aplicada aos habitantes de Nínive, predita por Naum.


(Rm 11. 22) A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS.



“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.” (Rm 11. 22)

Paulo escrevendo aos Romanos no capítulo 11 fala-nos da condição de Israel para com Deus, quanto ao seu futuro, concordando com as profecias do Antigo Testamento, ele mostra-nos que no futuro Israel será nacionalmente restaurado, e levado de volta a condição de povo escolhido de Deus, onde todo o Israel glorificara e se prostrara diante do seu Deus e somente a Ele renderá louvores para todo o sempre.
O apóstolo dos gentios expõe a condição temporária do povo judeu (Rm 11. 1,2), afirmando que eles foram cortados temporariamente do tronco da “oliveira verdadeira”, em razão de seus pecados e do endurecimento de seus corações, práticas estas que trouxe salvação aos gentios, pois no lugar onde foram retirados os ramos naturais, ali foram enxertados ramos de uma oliveira brava, a saber, os gentios (Rm 11. 11-24), que passaram a receber a seiva do tronco principal e agora por misericórdia divina passaram a produzir frutos para o reino de Deus (Lc 15. 1-10), mas a sua exortação traz uma advertência também para nós que fomos enxertados na “oliveira verdadeira”, a saber, os gentios, não podemos nos gloriar de que os filhos de Israel, os ramos naturais, foram rejeitados e cortados do troco, e nós, ramos de uma raiz brava, termos sidos enxertados em seus lugares, e se temos de que nos gloriarmos, nos gloriemos nisto, de que não fomos enxertados porque éramos merecedores, e não somos nós que sustentamos a raiz, é a raiz santa e misericordiosa que nos sustenta (Rm 11. 17,18) agora vem a palavra mais contundente neste texto (Rm 11. 22), que mostra a misericórdia e severidade de Deus para com todos o homens. Deus revelou toda a sua severidade para com os israelitas, afastando-os e cortando-os do tronco da “oliveira verdadeira” em função de sua incredulidade e seus pecados, mas para nós outros Ele demonstrou toda a sua benignidade nos dando a oportunidade pela renúncia de nossos pecados e reconciliação com Deus de sermos enxertados no tronco e permanecendo assim, humildemente ligados a oliveira verdadeira recebendo de sua seiva, não corremos o risco de sermos cortados também.
Portanto Deus, pelos pecados e Israel e endurecimento de seus corações, trouxe aos gentios a salvação, e isto não significa que Israel está rejeitado para sempre, mas que na plenitude dos tempos o próprio Deus fará uma restauração nacional a Israel e os levará de volta a sua condição de povo escolhido de Deus (Rm 11. 25-32). A paz do Senhor a todos. Amém!!

Referências bibliográficas:

Soares, Esequias. Os Doze Profetas Menores. Lições Bíblicas, 4º Trim. 2012. CPAD. Rio de Janeiro.  2012.
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
PEARLMAN, Myer; Tradução de OLSON, N. Laurence. Conhecendo as doutrinas da Bíblia. Emprevan Editora. Rio de Janeiro. 1968.
COELHO, Alexandre. Subsídios para Vencendo as Aflições da Vida. Artigo publicado em Ensinador Cristão. Ano 13 – nº 51. CPAD. Rio de Janeiro. 2012.
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010. 
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento. Editora Central Gospel Ltda. Rio de Janeiro. 2010.