sexta-feira, 15 de abril de 2016

EBD SUA RELEVÂNCIA E ORGANIZAÇÃO

Objetivos:

Abordar a Escola Bíblica Dominical com foco na sua relevância para ao crescimento da igreja local.
Apresentar a Escola Bíblica Dominical em sua organização dentro da igreja local.
Conscientizar líderes e integrantes da Escola Bíblica Dominical para uma nova visão desta como principal agência de ensino sistemático e metódico da Palavra de Deus.

Introdução:

A Escola Bíblica Dominical tem ao longo dos anos sofrido em algumas igrejas um processo de segundo plano e em alguns caso ela passa a ser tratada como apêndice, ou um órgão secundário dentro da estrutura litúrgica da igreja local, já não a mais espaço para um trabalho tão antigo e metódico dento de uma modernidade por que passa a igreja e o mundo na atualidade. É para refutar tal visão que vamos fazer uma abordagem sobre a historicidade do ensino através da Bíblia, culminando com os ensinos de Jesus o Mestre dos mestre, passaremos pelo momento histórico da criação e fundação da EBD em 1870 por Robert Raikes, fundamentando assim a relevância e importância desta agência de ensino bíblico para o crescimento da igreja local, mesmo em tempos tão modernos. Finalizaremos com uma breve apresentação de como organizar e administrar este que e o principal segmento da igreja do ponto de vista do ensino sistemático e relevante da Palavra de Deus.

O ensino da Palavra de Deus nas Escrituras:

A.      No Éden
Ensino Religioso-Espiritual começa na Bíblia ainda no Éden com Adão, embora de maneira informal e doméstica, notamos que o aprendizado foi eficiente a ponto de os filhos de Adão, Caim e Abel aprenderem que deviam adorar a Deus com suas ofertas. Gn 4. 3,4.
B.      Nos dias de Abraão:
Esta responsabilidade recaia sobre os ombros dos patriarcas (pais), e estes e maneira eficiente e responsável transmitiam os conhecimentos do único Deus verdadeiro a seguidas gerações dos filhos de Israel. Veja o exemplo no conhecimento que Isaque tinha em relação ao sacrifício que seria oferecido a Deus no monte Moriá. Gn 22. 7,8.
C.      Durante o cativeiro no Egito
No Egito, durante o cativeiro, vemos a eficácia destes ensinos, pois mesmo sem território próprio, sem templo ou organização de culto o povo de Israel não se esqueceu de seu Deus, mas confiava que Ele era poderoso e ouvia o clamor deles e que um dia se levantaria e os resgataria do meio do Egito para cumprimento das promessas feitas a Abraão. Deus levantou a Moisés como libertador do seu povo e vamos encontra-lo exortando os pais a respeito do ensino dos mandamentos divino a seus filhos desta maneira: E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, nas tuas portas.” Dt 6. 6-9.
Ensino que foi reiterado em Dt 11. 18-20: Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas;”.
As reuniões públicas de ensino assim eram tratadas: “Quando todo o Israel vier a comparecer perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, lerás esta lei diante de todo o Israel aos seus ouvidos”. Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei; E que seus filhos, que não a souberem, ouçam e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual ides, passando o Jordão, para a possuir. Dt 31. 11-13.
Este ensino de forma insistente e metódica levou o povo de Israel que não passava de um bando de escravos vassalos de Faraó, a uma nação poderosa apta a conquistar a terra que o Senhor Deus prometeu a seus pais, como possui-la e transforma-se em nação poderosa e única a adorar a um só Deus entre as demais nações de sua época.
D.     Nos tempos do Reis, Sacerdotes e Profetas:
            Após o cativeiro no Egito o povo de Israel passou por um período de governo Teocrático onde Deus era o Soberano, e Este levantava a frente do povo juízes com a função de manter a ordem e liderar o povo em suas guerras, era uma época de instabilidade politica e religiosa onde o povo por um período de tempo seguia ao Senhor e observava os seus mandamentos e Deus os abençoava, porém em meio à benção eles se esqueciam do Senhor o seu Deus, e prevaricavam contra os mandamentos do Senhor e Deus permitia para correção do povo que as nações circunvizinhas os subjugassem daí Deus levantava outro juiz para liderar o povo e os conduzir de volta para o seu Deus foram muitas as idas de vindas do povo hebreu nesta que a história chega a contabilizar 15 juízes em Israel de Otoniel até Samuel num período de aproximadamente 350 anos.
Nesta fase o povo enfrentou grandes problemas na área do ensino, pois o grande líder Josué falecera e com ele toda a sua geração, e a geração que os sucederam não conheciam ao Senhor, praticando o que era mal aos olhos do Senhor Deus, a ponto de se esquecerem do Deus que os havia tirado do Egito e irem após outros deuses para os servirem e os adoram. (Jz 2. 7-20) Daí entendemos a necessidade da liderança estar envolvida e comprometida com o ensino da palavra de Deus para que o povo não venha a se desviar dos caminhos do Senhor. O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Oz 4. 6).
Após este período temos a introdução na politica de Israel o sistema Monárquico, com alguns reis de Judá sendo influenciados pelos profetas a restauração do ensino da Palavra de Deus, ministério este desenvolvidos e sobre a responsabilidade dos sacerdotes e levitas, era a restauração do culto divino e do incentivo a prática dos mandamentos, e do ensino da lei de Moisés entre os descendente de Abraão. Vejamos o exemplo do rei Josafá:E no terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, a Bene-Hail, a Obadias, a Zacarias, a Natanael e a Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá. E com eles os levitas, Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe Adonias e, com estes levitas, os sacerdotes, Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; e foram a todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo.” (2 Cr 17. 7-9).
E de Josias após encontrar a livro da Lei:Então o rei deu ordem, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele”. Subiu o rei à casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas, e todo o povo, desde o menor até o maior; e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro do pacto, que fora encontrado na casa do Senhor.” (2 Rs 23. 1-2).
Este dois exemplos nos aponta para a importância de nossa liderança estarem não só envolvida mais comprometida com o ensino sistemático e ortodoxo da palavra de Deus. Quem dera o Brasil e os nossos governantes estivessem dispostos a seguirem estes exemplos, o nosso povo haveria de ter conhecimento sábio e sadio da palavra de Deus para enfrentar o graves problemas que se abatem sobre a nação brasileira. Mas não é isto que temos observado, pois aos líderes políticos pouco importa que o nosso povo venha a ter o conhecimento do saber divino, para libertação definitiva do jugo de Satanás. Assim sendo, cabe a Igreja do Senhor, coluna de firmeza da verdade, e aos nosso lideres, Pastores, Evangelistas, Missionários, e etc., manter regularmente o ensino da palavra de Deus dentro de nosso templos, e no embate de ideias dentro dos diversos espaços de liberdade de expressão que temos dentro desta sociedade.
E.      Nos dias de Esdras e Neemias
Durante o cativeiro Babilônico, período de 70 anos que o povo hebreu passou cativo nos domínios de Babilônia. Vamos encontrar um dos mais importantes personagens mais importante da história dos Hebreus e do ensino da palavra de Deus no Antigo Testamento, Esdras fundou sinagoga em Babilônia, foi responsável pela popularização do ensino sistemático da palavra de Deus na Judéia, e pela tradição foi Esdras quem fixou e definiu o cânon do Antigo Testamento. Ao que todo indica foi ele o autor do livro de Crônicas, Neemias, e do livro sagrado que leva o seu nome.
Este escriba e doutor da lei, nascido em meio a cativeiro na Babilônia recebeu de Deus a missão de conduzir parte dos escravos de volta para Jerusalém com o objetivo de reconstruir a cidade, o templo e restaurar o culto divino nos moldes da lei de Moisés. No livro de Neemias já com boa parte dos judeus de volta à Jerusalém encontramos Esdras ensinando a palavra de Deus aos seus contemporâneos. Vejamos o que nos mostra o texto sagrado sobre as grandes concentrações públicas lideradas por Esdras para leitura da lei de Moisés e explicação do texto sagrado: “Então todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.”. E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
“E leu nela diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até o meio-dia, na presença dos homens e das mulheres, e dos que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei”.
“Esdras”, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
“Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar. Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura.” (Ne 8. 1-8).
F.       Durante o mistério de Jesus Cristo.
Jesus foi o mestre por excelência, sempre se dirigia a grandes multidões mais também se preocupava com uma prostituta vindo ao meio dia buscar agua em um poço em Samaria, um publicano roubador de pequena estatura que se esforçava-se em para conhecê-lo, ou um cego que mendigava a beira do caminho, a todos o Mestre dos mestres atendia sem acepção de pessoas.

1.      A quem e onde Jesus ensinava:
Ø  Nas sinagogas (Mc 6.2)
Ø  Nas casas (Mc 2.1; Lc 5. 17).
Ø  No Templo (Mc 12. 35)
Ø  Nas aldeias e comunidade (Mc 6. 6).
Ø  Às multidões (Mc 6. 34)
Ø  A pequenos grupos e individualmente (Lc 24. 27; Jo 3 e 4).

2.      O ministério tríplice de Jesus;
Ø  Pregava o evangelho.
Ø  Ensinava com autoridade.
Ø  Operava milagres e maravilhas.

3.      Seus apóstolos também ensinavam, e foram incumbidos de dar continuidade ao seu ministério após a sua volta para o céu.

É evidente que se a igreja hoje cuidasse devidamente do ensino bíblico junto a crianças e novos convertidos, teríamos uma igreja bem maior e mais forte doutrinariamente. Muitos são os pecadores que se convertem e muitas são as crianças que ingressam nos nossos departamentos infantis, mas são poucos os que permanecem nos caminhos da fé, por falta de um ensino sólido e comprometido com o crescimento daquele que estão dando os primeiros passos na fé.

G.     Na igreja primitiva.
1.      Após a ascensão do Senhor Jesus os apóstolos e discípulos continuaram com a missão imperativa do Mestre. A igreja primitiva dava prioridade e muita importância a esse ministério. (At 5. 41, 42).
2.      Paulo é o maior ícone deste ministério na igreja primitiva, com trabalhos na área de ensino em muitas igrejas locais por ele próprio, fundadas.

O Ensino da Palavra de Deus nos tempos modernos.

            Fundação da Escola bíblica Dominical. A escola dominical como hoje conhecemos teve seu inicio em 1780 na cidade inglesa de Gloucester. O seu fundador, um jornalista evangélico de 44 anos de idade que atendia pelo nome de Robet Raikes, acostumado a relatar, em suas crônicas diárias para o Jornal de Gloucester onde ele era redator, as inúmeras ocorrências de violências, furtos e pequenos delitos praticados por crianças e adolescentes abandonadas nas ruas de sua cidade. Contemplando aquela realidade sentiu compaixão por crianças que perambulando pelas ruas, estavam excluídas pala sociedade de então e entregues a delinquência, pilhagem, ociosidade e ao vicio sem qualquer cuidado ou orientação educacional e ou espiritual. Raikes que já desenvolvia um trabalho entre os apenados de sua região a pelo menos 15 anos, e entendeu que se não fosse tomado alguma providência para com aqueles menores, o futuro de todos eles seria um fundo de uma escura e fétida cela de uma cadeia a fim de pagar a pena por seus delitos, sem que a sociedade lhes apresentasse uma chance de escapar daquela armadilha. Diante desta constatação Raikes inicia um trabalho para a recuperação daqueles menores infratores que poluíam as estreitas ruas de Gloucester em sua missão Raikes saía às ruas aos domingos reunindo aqueles delinquentes e de inicio em sua casa lhes oferecia aulas de matemática, história, moral e cívica, língua inglesa, e principalmente ensino religioso e apoio espiritual. O inicio do trabalho não foi fácil, Raikes enfrentou oposição, principalmente porque alguns conservadores, o acusava de estarem violando o “dia do Senhor”, diziam a ele que aquela reunião com crianças maltrapilhas, mal cheirosas e mal comportadas no templo era uma profanação. Raikes não tomou conhecimento de tais oposições continuou o trabalho com afinco e determinação e assim começou o mais poderoso movimento de ensino da palavra de Deus que se tem notícia na historia da igreja moderna.
Em sua fase inicial de 1870 a 1873, Raikes fundou somente em Gloscester 7 núcleos da Escola Dominical, com cerca de 30 alunos cada, e 3 de novembro de 1873 Raikes publica em seu jornal a transformação ocorrida na vida das crianças alcançadas pela Escola Dominical, e até hoje 3/11/1783 é considerado como o dia do natalício da Escola Dominical.

O sucesso do método aplicado foi notável e aonde a Escola Dominical chegava florescia e em 1784 após quatro anos de sua fundação a Escola Dominical da Inglaterra já contava com 250 mil alunos matriculados.

A relevância da Escola Bíblica Dominical.

Que importância se dá a EBD dentro da estrutura geral da igreja local? O que ela tem representado no contexto da Educação Cristã? Ela tem ocupado um lugar de destaque como verdadeira instituição de ensino bíblico na igreja local?
Tento em mente tais indagações, queremos destacar que a EBD não é apenas um apêndice, ou órgão secundário na estrutura da igreja local, mais ela se confunde com a própria essência da igreja. Uma vez que a igreja estar intimamente atrelada a Educação Cristã; assim as atividades da EBD como departamento da igreja não é opção, é essencial, à medida que implanta, desenvolve e dinamiza todas as tarefas de Educação Cristã e Evangelismo dos demais setores da igreja. Nas palavras do Pr. Antônio Gilberto: “A Escola Dominical não é parte da igreja; é a própria igreja ministrando ensino bíblico metódico.”.

A EBD é relevante no cumprimento da Grande Comissão. Este cumprimento se desenvolve nas seguintes etapas:

1.      Alcançar. A EBD é o instrumento que a igreja local dispõe para alcançar pessoas em todas as faixas etárias, a EBD tem como finalidade alcançar o maior número de pessoas com o ensino metódico de sistemático da Palavra de Deus. Nas salas de aulas da EBD qualquer mensagem por mais complexa que seja pode ser compreendida por todos uma vez que na classe sua explanação levará em consideração a capacidade e assimilação e a experiência cristã de cada aluno.  
2.      Conquistar. No que se refere ao Reino de Deus não basta só alcançar é necessário conquistar, Muitos são os que entregam a suas vidas a Cristo, mas não permanece uma vez que não foram conquistados e integrados na Igreja local. Na EBD vamos encontrar um ambiente propício à integração e a conquista deste novos crente. A conversão se realiza de forma perene através do ensino. Isto se dá mediante o testemunho e a exposição da Palavra de Deus: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (Jo 6. 45). A conversão é perene quando acontece em meio ao ensino.
3.      Ensinar. Como, e o que estamos ensinando aqueles que temos conquistado? Há no nosso meio, muitos que entendem que o ensino metódico e sistematizado das Escrituras, afasta do crente na espiritualidade, no entender destas pessoas o ensino para os novos crentes deve ser o mais elementar possível desde que seja cheio de “fogo e unção”. Mas como nos ensina mais uma vez o Pr Antônio Gilberto “o ensino das doutrinas e verdades eternas da Bíblia na Escola Dominical, deve ser pedagógico e metódico, sem, contudo deixar de ser profundamente espiritual” Portanto devemos ensinar a Palavra de Deus com seriedade e esmero, nos apropriando dos mais modernos e eficazes recursos que estejam a nossas disposição. (Rm 12. 7)
4.      Treinar. São poucas as igrejas locais que dispõe de uma boa escola teológica para treinamento de seus obreiros A EBD vem através dos anos treinando e colocando a disposição da obra de Deus inúmeros obreiros com eficiência. Desde a sua fundação em 1780, obreiros de todas as áreas tem sido treinados e preparado pela EBD e para muitos destes obreiros a EBD representa o único seminário teológico de currículo variado frequentado por eles em toda a sua vida ministerial.

II A EBD é relevante na Comunhão com Deus e os Irmão.
A bíblia nos relata que a igreja primitiva perseverava na doutrinam e instrução dos apóstolos, no primeiro século da igreja não havia templo as reuniões eram realizadas nas casas onde os crentes se reuniam para orar, comungar e estudar a palavra de Deus, os crentes mais experientes ensinavam aos novos conversos, as doutrinas básicas na fé cristã bem como os pontos mais difíceis das Escritura de acordo com a orientação que recebiam diretamente os apóstolos. (At 2. 42-44). Aquela comunidade cristã crescia na graça e no conhecimento fortalecidos pela comunhão entre os irmão em torno do aprendizado da palavra de Deus. A EBD propicia um ambiente favorável ao interacionamento entre os crentes. Ela representa o “lar espiritual”, onde além do conhecimento da Palavra de Deus compartilha-se ideias, princípios, verdades e aspirações.

III A EBD é relevante na Edificação da Igreja.
A EBD cuida da formação espiritual dos crentes, e não só isto mais tem foco na formação integral do cristão envolvendo, bons costumes, cidadania e formação de caráter. A EBD em muitos casos tem si tornado uma complementação e até fator de correção de distorções da educação ministrada nas instituições seculares de ensino.
As famílias hoje não tem regularmente o ensino bíblico nos seus lares, são poucos os lares que ainda realizam o culto doméstico, diante desta realidade entendemos que a tarefa da Educação Bíblica Religiosa das famílias ficou em grande parte sobre a responsabilidade da igreja local. É ai que a EBD vem desempenhado papel relevantes na edificação da igreja e local e formação espiritual dos cristãos na atualidade.

IV A EBD é relevante como Principal Agência de Ensino da Igreja.
A EBD ensina de forma metódica e sistemática a Palavra de Deus, e alcança com sua metodologia todos os seguimentos da igreja local, ela ministra suas aulas de maneira interrupta e em alguns casos com mais de uma aula por semana, por este aspecto ela tem a capacidade de alcançar um número muito maior dos membros de congregados de uma comunidade.
Tendo a Bíblia Sagrada como livro texto e base de todo o seu ensinamento, uma vez que as lições bíblicas são todas baseadas nas Sagradas Escrituras, logo o seu ensino esta centrado na Palavra de Deus como única regra de fé e prática. Como base neste dos pilares, o alcance maior de pessoas e ensino centrado na Bíblia Sagrada afirmamos que a EBD tem si tornado a principal agência de ensino da palavra de Deus na igreja local.

Organização da Escola Bíblica Dominical.

“Organização é ordem. É método no trabalho, no viver, no agir e em tudo mais, a organização permeia toda a criação de Deus, bem como todas as suas cousas.” Pr. Antônio Gilberto.
Sendo assim organização da Escola Dominical, e por em ordem as atividades administrativas, pedagógicas e espirituais para que esta possa funcionar como agência de ensino e crescimento do reino de Deus.
I Organização na Bíblia.
A.      Na Igreja. Todos os símbolos bíblicos da Igreja do Senhor falam de organização, ordem, método. A Igreja é comparada a:
1.      Um templo (1 Co 3. 16; Ef 2. 21)
2.      Um corpo (1Co 12. 27; Cl 1.24)
3.      Uma lavoura (1 Co 3. 9).
4.      Um edifício (1 Tm 3. 15; Hb 3.6; 1pe 2.5).
5.      Um rebanho (Lc 12. 32; 1 PE 5. 2).
6.      Um jardim (Ct 4. 16).
7.      Uma noiva (2 Co 11. 2; AP 22. 17).
8.      Um castiçal ou candeeiro (AP 1.20)
Tanto estes como os demais símbolos usados nas Escrituras para tipificarem a Igreja falam de organização, ordem e método.
B.      Em Israel, este povo como vemos na Lei de Moisés, e tipo de organização, mostrado para nós outros que Deus é um Deus organizado que requer dos seus, organização, método e ordem. Vejamos:
1.      A perfeita ordem dos acampamentos das tribos de Israel (Nm 2)
2.      A demarcação de terras na terra prometida (Js 14-20)
3.      O serviço sagrado no templo (1 Cr 15; 16; 23-27).
4.      As vestes sacerdotais.
5.      O ritual dos sacrifícios.
A ordem não impedia a manifestação da glória de Deus, mas quando esta ordem era quebrada o castigo era sem volta. E até para que Deus respondesse as petições do profeta Elias o primeiro passo foi ele colocar em ordem o altar.
C.      No ministério de Jesus: Jesus era organizado em seu ministério, vejamos alguns exemplos:
1.      Nas bodas em Caná da Galileia. (Jo 2. 1-12)
2.      Na multiplicação dos pães (Mc 6)
3.      Na cura do cego de nascença. (Jo 9. 1-7)
4.      Preparação para celebração das Ceia
Em muitas de nossas reuniões hoje deixamos de ver a operação miraculosa do Senhor Jesus, devido a nossa irreverência, e confusão que derivam da desorganização na reunião. Não é somente a desorganização material, mas é também a espiritual transformando o culto num “sacrifício de tolo” (Ec 5.1), é de competência dos lideres da igreja cuidar da organização necessária para a realização do culto divino.
            II Organização Geral da Escola Bíblica Dominical.
A.      A organização pessoal (Material humano).
1.      Superintendentes (ou Dirigente) da EBD. É a diretoria da Escola.
2.      Secretários da EBD. São os responsáveis diretos pela organização das EBD, cuidando dos apontamentos e anotações pertinentes à escola, confecção e apresentação de relatórios.
3.      Professores da EBD. É o corpo docente da Escola, tem como atividade principal o ministrar aulas, tem maior reponsabilidade sobre os ombros, pois lidam diretamente com o aluno e o ensino.
4.      Alunos da EBD. É o corpo discente da Escola, É o ente mais importante da Escola, a escola só existe para atender as necessidades do Aluno.
B.      A organização material.
1.      As instalações físicas. A EBD deve funcionar em instalações adequadas ao ensino e aprendizagem dos alunos, tendo salas de aula independentes bem arejadas e iluminadas para propiciar conforto e motivação para o aprendiz. “A EDB crescerá enquanto houver espaço para as classes.”
2.      Mobiliário. Este deve ser apropriado para este fim, comtemplando os aspectos ergométricos, e de conformidade com a faixa etária dos alunos.
3.      Material Didático. É a literatura a ser utilizada, A Bíblia é a base deste material, tento as lições bíblicas do aluno e do mestre como livro texto, além de todo material de apoio, obedecendo a um currículo bíblico, e métodos de ensino de acordo com a faixa etária do alunado.
C.      A organização Funcional. Trata do funcionamento da EBD visando à consecução de seus objetivos, a grande responsabilidade aqui recai sobre o Pastor da Igreja local e a diretoria da EBD. A organização funcional cuida de:
1.      Espiritualidade. A vida espiritual compreende o estado da escola quanto à oração, conduta cristã, santificação bíblica, consagração a Deus e predomínio do Espírito Santo.
2.      O ensino da Palavra. Estudo e ensino da Palavra, livre de extremismo, modernismo, fanatismo, falsas doutrinas, etc. Aqui, segundo a promessa divina em Isaias 55. 11, os frutos com toda certeza surgirão.
3.      Eficiência. Aqui, a Escola cuida em prover abundante ensino através de professores idôneos, espirituais, treinados, cheios do Espírito Santo e de zelo pela obra de Deus. A eficiência é vista e medida através do crescimento da EBD em todos os sentidos.
4.      Planejamento. Prever de modo inteligente e bem calculado as etapas do trabalho da EBD, programar racionalmente as atividade, de modo seguro, econômico e eficiente.
Em nada adianta muita organização, planejamento, preparo, sem a operação do Espírito Santo. Dons naturais, personalidade atraente, eloquência, erudição, boa dicção, etiqueta, e outras boas práticas podem até influenciar por algum tempo. Tais qualidades jamais serão suficientes em si, mas podem ser dinamizadas e vitalizadas pela ação poderosa do Espirito Santo, este tem uma afinidade especial com a mente treinada e santificada.

            III A Diretoria da EBD.
Uma escola de grande porte, plenamente desenvolvida deverá apresentar a seguinte composição na sua diretoria:
  1. 1. Superintendente (dirigente), e o diretor da EBD, em regra geral este também são responsável pala direção das reuniões da EBD.
  2. 2. Vice superintendente (Vice dirigente, Superintendente Adjunto ou Dirigente Adjunto), auxilia o Superintendente em suas atividades e o substitui em caso de ausência.
  3. 3. 1º Secretário (Secretário Geral), com a função de cuidar da parte administrativa da EBD, responsável por anotações, apontamento e elaboração e apresentação de relatórios da EBD, e na ausência dos diretores da EBD é o secretario que assume a direção dos trabalhos.
  4. 4. 2º Secretário (Secretário Adjunto) auxilia o Secretário geral em suas atividades rotineiras e o substitui em caso de ausência.
  5. 5. Tesoureiro e o responsável pela parte financeira da EBD.
  6. 6. Porteiros, Introdutores são responsáveis pelo acolhimento de alunos e visitantes nas reuniões da EBD, orientando, conduzindo e recepcionado a todos que chegam a EBD, em si falando nisto é bom ter em mente que o povo entra onde é convidado e fica onde é bem recebido. Todos na EBD precisam pensar nisto.
  7. 7. Ministro de Louvou, responsável pela parte musical da EBD, não só do louvor congregacional, mas também dando suporte ao louvor nas classes infantis, assim como em tudo que envolver a musicalidade na EBD.

IV Corpo Docente.
O corpo docente é basicamente formado pelos Professores da EBD, este tem como missão primordial a ministração das aulas na EBD.

A.      Requisitos básicos para ingresso no Corpo Docente da EBD.
1. Ser crente salvo.
2. Ser membro da igreja local.
3. Ter bom testemunho dentro e fora da igreja e principalmente de sua casa (At 24.16; 2 Co 8.21; 1 Pe 1. 15).
4. Querer servir a Senhor e os Irmãos.
5. Bom estudante da Bíblia.
6. Ser batizado com o Espírito Santo.
7. Ser aplicado à leitura.
8. Estar sempre disposto a aprender.

            V O corpo discente da EBD.

São os alunos da EBD organizados por faixa etária, dentro de suas classes, e departamentos observando-se as possibilidades e situações de cada escola.

A.      A importância do aluno. Se não tivermos alunos para que escola dominical, então o aluno é o ente mais importante para a EBD, à escola só existe por causa do aluno, a escola deve-se adaptar ao aluno, e não o aluno a escola como é a praxe. Dentre os alunos, as crianças são o campo mais fértil, mais promissor, portanto de maior responsabilidade. Sem nos descuidarmos dos novos convertidos, pois são crianças espirituais.
B.      Classes por faixa etária. A distribuição por faixa etária tem o proposito de eficácia no ensino. Em uma família a alimentação varia de acordo com a idade de seus integrantes, na EBD não pode ser diferente. Vejamos a distribuição proposta dentro do novo currículo estipulado pala CPAD em 2015.

1.      Berçário – 0 a 2 anos.
2.      Maternal – 3 a 4 anos.
3.      Jardim de Infância – 5 a 6 anos.
4.      Primários – 6 a 7 anos
5.      Juniores – 8 a 10 anos.
6.      Pré-adolescentes – 11 a 12 anos.
7.      Adolescentes – 13 a 14 anos.
8.      Juvenis – 15 a 17 anos.
9.      Jovens – 17 as 25 anos.
10.   Lições Bíblicas – Adultos.
11.   Discipulado – Novos convertidos.
12.   O caminho para o céu – Não Crentes.

VI A matrícula na EBD.

A matrícula dos alunos da EBD deve ser feita anualmente, o responsável será o secretario da EBD, será efetuada em formulário próprio (ficha de matrícula ou em casos particulares conforme a orientação da diretoria da EBD no Rol de Classe nas Cadernetas de Chamada da EBD) para todos os alunos, desde os bebes aos anciãos, crentes de descrentes. Obs. Não confundir alunos com visitantes.
Professores, Secretários, Superintendentes, e Coordenadores de Departamentos não serão matriculados nas cadernetas de chamadas, são incluídos nos livros de relatórios semanais, e responderão chamada mediante anotações em tais relatórios.
Transferência de Classe e o processo natural de passagem de um aluno de uma classe para outra, ocorre sempre que um aluno atinge o limite de permanência dentro de sua faixa etária. Após os 25 anos os alunos serão transferido a pedidos dos mesmos, está transferência deve sempre ocorrer no inicio do ano letivo dentro do 1º trimestre. A ficha de matricula deve conter campos para indicar estas transferências mostrando assim a vida educacional de cada aluno na EBD.

VII A Secretária da EBD.

A Secretaria da EBD é responsável por mostrar através de dados o estado da EBD, funciona como um termômetro, mostrando a temperatura do ambiente, indicando o “estado de saúde” do paciente.
Os dados estatísticos e os relatórios desenvolvidos pela secretaria da EBD têm a função de mostrar como funciona a EBD e apontar a direção que ela deve seguir para atingir o alvo traçado pelo planejamento.
A. Vejamos algumas diretrizes tomadas em função dos relatórios:
1.      O professor certo na classe certa.
2.      A condição atual da Escola.
3.      As necessidades e possibilidades futuras.
4.      Analise geral do trabalho desenvolvido.
5.      Investimentos na formação de professores.
B. A secretaria da EBD é responsável por:
1.      Matrículas.
2.      Fichários e Arquivos.
3.      Relatórios.
4.      Pesquisas de qualidade do ensino.
5.      Teste, concursos e pesquisa bíblica para alunos.

VIII A biblioteca da EBD.

A EBD deve sempre contar com uma biblioteca com um bom acervo de livros, revistas, folhetos, periódicos, artigos, gravuras, vídeos, filmes e documentários, com o objetivo de formação, informação e ampliação do universo cultural de seu corpo docente e discente.
            IX Reunião Semanal para Professores da EBD (Estudo de Professores)
É uma reunião semanal envolvendo todos os professores e dirigentes da EBD para estudo em conjunto da lição e coordenação administrativa da EBD em geral, esta reunião é de suma importância para a uniformidade doutrinaria na igreja local, e serve como meio para estreitar os laços de fraternidade entre os integrantes da EBD.
Os dias mais propícios para este encontro são os sábados à tarde ou a noite de acordo com as disponibilidades de cada professor e ou membro da diretoria da EBD, e pode ser até aos domingos antes da reunião da EBD, desde que o estudo de professores comece com tempo suficiente para desenvolvimento de suas pautas sem prejuízo para o encontro regular da EBD.
Os professores dos Departamentos Infantis, Adolescentes e Jovens devem ter uma reunião à parte, uma vez que os métodos de ensino e condução das aulas são diferentes. Os professores de crianças têm maior responsabilidade, portanto necessitam de um melhor preparo.

Conclusão

A EDB ainda é uma instituição relevante e dinâmica nos dias atuais, bastando para tanto o compromisso e o envolvimento de todos para buscar em Deus, e em métodos de ensino e aprendizagem cada vez mais eficiente para consolidar e desenvolver a cada dia esta que a principal agência de ensino da Palavra de Deus dentro da igreja local.

Bibliografia:

ANDRADE, Claudionor de. Teologia da Educação Cristã, Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
CARVALHO, C. Moisés. Marketing para a Escola Dominical, Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
GILBERTO, Antônio. Manual da Escola Dominical, Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
TULER, Marcos. Manual do Professor da Escola Dominical, Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério.

Lição 05 

Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério.


Texto Áureo

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores a doutrinas de demônios.” (1 Tm 4. 1)

Verdade Prática

A apostasia e a infidelidade a Deus são características marcantes dos tempos do fim.

Reflexão:

APOSTASIA (Gr. apostasia, “um abandono ou deserção da fé”). Embora a palavra grega seja usada duas vezes no NT (At 21. 21; 2 Ts 2. 3), ela é encontrada na LXX varias vezes, como em Josué 22. 22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crônicas 29. 19 em que vasos santificados do Templo foram lançados fora. Apostasia só e possível para cristãos nominais. No caso de crentes verdadeiros, as Escrituras declaram que Deus ou os traz de volta através do sofrimento e castigo (1 Co 11. 29,30; 1 Co 5. 5) ou os remove através da morte (1 Co 11. 30). No caso de apostatas, embora possa permitir que permaneçam Deus retira deles a possibilidade de arrependimento e salvação (Hb 6. 1-6; 10. 26-31). A apostasia deve ser diferenciada da ignorância ou da falta de conhecimento bem como da heresia, que é um conhecimento errado (2 Tm 2. 25,26). Os homens podem ser salvos da ignorância, mas não da apostasia. Ela é caracterizada por uma rejeição deliberada da Divindade de Cristo (1 Jo 2. 22,23; Jd 4) e sua morte expiatória (Fp 3. 18; 2 Pe 2. 1; Hb 10. 29). (Dicionário Bíblico de Wycliffe. CPAD. Rio de Janeiro. 2013).

Objetivos da lição de Hoje

Geral:

Mostrar que a apostasia e a infidelidade a Deus são características do tempo do fim.

Específicos:

I Tratar a respeito da apostasia dos homens.
II Compreender que o bom ministro deve ser fiel ao Senhor.
III Refletir a respeito da diligencia no ministério.

Reflexão:

Apostasia, Negação e abandono da fé (1 Tm 4. 1; 2 Tm 2. 17,18. A Revolta Final contra Deus (2 Tm 2. 13). (KASCHEL, Warner & ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida. Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª Edição. São Paulo. 2005).
Apostasia do grego “apóstasis”, esta longe de; tem sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa. Abandono público da fé genuína, segundo o principio bíblico; desertar da fé; de uma religião por outra (por isto que há tantas religiões). Pr. Daniel Carlos.

Introdução.

  • Enfatizaremos nesta lição o cuidado que o líder deve ter em relação aos falsos mestres e as doutrinas por estes disseminadas no meio do povo de Deus.
  •  Timóteo foi deixado por Paulo em Éfeso para combater tais mestres e suas doutrinas heréticas (I Tm 1. 3,4).
  •  Paulo exorta ainda o jovem Pastor para que exerça seu ministério e realize sua missão com excelência como se espera no serviço cristão (1 Tm 4. 11-16).

Ponto Central

Na atualidade muitos estão apostatando da fé genuína em Jesus Cristo por falta de ensino das Sagradas Escrituras .

Reflexão:

Para os pastores e líderes da Igreja da atualidade é dever buscar a cada dia o conhecimento da Palavra de Deus, para instrução do rebanho do Senhor a eles confiado, para que se possa debelar do nosso meio os falsos ensinos e heresias, evitando assim que o nosso povo seja enganado e engodado por doutrinas de homens sem compromisso com o Reino de Deus, que pelas suas astucias e farsas enganam os menos avisados.

I – A apostasia dos homens.

1. A apostasia.

  • A igreja em Éfeso esta sobre o ataque de falsos mestres e suas doutrinas heréticas.
  • Paulo os combateu com coragem e firmeza, deixando Timóteo em Éfeso para que cuidasse com zelo do rebanho do Senhor.
  • Timóteo foi instruído por Paulo, para que doutrinasse aquela igreja a fim de que aqueles irmãos não viessem a apostatar da fé.
  • Apostasia, abandono premeditado e consciente da fé cristã.

2. Doutrinas de demônios (v1).

  • Os falsos mestres eram e continuam sendo uma ameaça a Igreja de Cristo.
  • Exemplo: Proliferação de seitas e cultos exóticos; Casamentos fora do padrão bíblico, Tolerância ao pecado de adultério e homossexualismo, Culto idolatra, Incorporação de rito pagão ao culto Cristão, e etc.
  • O líder, o pastor precisa estar atento e alertar suas ovelhas quanto a estas doutrinas.

3. Espíritos enganadores.

  • Falsos mestres em Éfeso mentiam e assim tentavam os crentes a seguissem espíritos enganadores (1 Tm 4. 2-7).
  • O objetivo de tais mestres eram desviarem os irmãos da genuína fé, dando ouvidos a estes espíritos, apostatando a fé cristã.
  • Exemplos: Desvalorização do casamento e da família, Teologia da prosperidade, Secularização do culto a Deus.

Reflexão:

Quando os crentes não são orientados a lerem a Bíblia, nem. tampouco a estudarem, quase sempre se portam como meninos.

Síntese do Tópico I

Paulo advertiu a Timóteo para que ele combatesse aos falsos mestres e seus ensinos que levavam as ovelhas a apostasia.

II A fidelidade dos Ministros.  

1. O bom ministro (v. 6).

  • Timóteo deveria instruir e apascentar o rebanho do Senhor com “bom ministro de Cristo”, a exemplo do próprio Cristo (Jo 10. 11-14).
  • O bom ministro (diakonos) é aquele que serve a Igreja, exortando, ensinando e discipulado as suas ovelhas.
  • O bom ministro e aquele que zela pela vida espiritual das ovelhas do rebanho do Senhor aos seus cuidados (1 Tm 4. 16).
  • O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia, a fim de estar apto a ensinar o rebanho livrando-os dos falsos mestres e suas heresias.
  • O estudo das Sagradas Escrituras conduz o pastor e as ovelhas à sabedoria, em todos os aspectos da vida.

2. Rejeitando as fábulas profanas.

  • As “fabulas profanas e velhas”, seriam as superstições, mitos e lendas a respeito de determinados assuntos (Comentário Bíblico de Beacon).
  • Timóteo é instruído por Paulo a coibir tais crendices que são profanas e não edificam a igreja.
  • A proliferação de emocionalíssimos e modismos nos nossos cultos tem como causa principal a falta de leitura e de conhecimento da Palavra de Deus.
  • São crentes neófitos, que por falta de firmeza na palavra acabam sendo engodados por ventos de doutrinas e engano de homens que usa de astucia e fraude (Ef 4. 14).
3. Exercício físico e piedade (v. 8).
  • Paulo não estava condenado o exercício físico, para a promoção e bem estar e saúde do corpo.
  • O que ele desaprovava era a valorização excessiva dos exercícios físico e corporal, (culto ao corpo), que tentava invadir a igreja em Éfeso, em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.
  • Os exercícios físicos ainda que saudáveis, só servem para esta vida.
  • Já a “piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Tm 4. 8).
  • Sabendo que o nosso corpo é templo e morada o Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado (1 Co 6. 19).

Reflexão:

O nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo (1 Co 6. 19), portanto necessitamos cuidar bem deste templo de Deus, sendo assim devemos buscar uma boa saúde, com exercício físico inclusive. Boa alimentação, repouso, e práticas saudáveis, para que possamos cumprir com vigor e alegria a jornada que nos foi confiada por Deus enquanto estivermos neste corpo, e no fim destes dias alcançarmos a vida eterna.

Síntese do Tópico II

Há fidelidade do ministro no ensino da Palavra de Deus e no combate as heresias.

III A Diligência no Ministério.

1. O ensino prescritivo

  • “Manda estas coisas e ensina-as” (1 Tm 4. 11).
  •  Era uma determinação paulina a jovem pastor Timóteo: Ele não poderia fraquejar na ministração doutrinaria a igreja de Éfeso.
  • Sob pena da proliferação dos falsos ensinos e heresias com maior velocidade e maior dano ao povo de Deus naquela igreja.
  • O ensino paulino também é de grande valor para nossos dias. Dias em que há um desprezo acentuado pelo ensino da genuína Palavra de Deus em muitas igrejas.

2. Exemplo do fieis (1 Tm 4. 12).

  • Timóteo, ainda um jovem pastor, foi enviado por Paulo a pastorear e doutrinar uma igreja onde havia anciãos ou presbíteros, mais maduros que ele.
  •  Daí, Paulo o exorta e ser o exemplo em tudo.
  • O Pastor não importando a sua idade precisa ser consciente de sua responsabilidade a frente do rebanho de Deus, e de que será sempre um exemplo para este rebanho.
  • Para tanto deve ter cuidado no seu modo de falar, agir e até de se vestir, diante da igreja e da sociedade em que vive.

3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado.

  • O pastor (ou líder) é uma pessoa que deve sempre estar estudando e aprendendo para que possa se qualificar a exortar e ensinar a igreja (1 Tm 4. 13).
  •  Infelizmente a líderes do nosso povo que nunca leram a Bíblia toda, não conhecendo assim a sua principal ferreamente de trabalho.
  •  Além da Bíblia, é necessário, para a qualificação do obreiro, a leitura de outros livros que vão dar conhecimento e edificar o pastor e contribuir para a edificação da igreja.
  • Para ensinar, o líder precisa gostar de aprender.

Reflexão:

Um ministro do evangelho precisa estar constantemente estudando e aprendendo para que possa exortar e ensinar a Igreja.


Síntese do Tópico III

O ministro de Deus deve ser diligente quanto ao aprendizado da palavra de Deus.

Conclusão da aula.


Temos que ter cuidado, pois atualmente muitos estão apostatando da fé e se deixando levar por doutrinas de homens e de demônios. Para combater os falsos ensinos, o pastor deve conhecer a Palavra de Deus e ensina-la ao rebanho. O pastor e seus auxiliares precisam conhecer as doutrinas bíblicas a fim de que possam ensinar a sã doutrina. Que o Senhor guarde os ministros e as igrejas dos ataques do maligno, da apostasia nesses últimos tempos que antecedem a vinda de Jesus.

sábado, 25 de julho de 2015

Pastores e Diáconos

Lição 04

Pastores e Diáconos



Texto Áureo

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (I Tm 3. 2).

Verdade Prática

Os pastores e os diáconos são lideres escolhidos por Deus, através do ministério, para cuidarem do serviço cristão na igreja local.

Reflexão:

Pastor, quando ouvimos esta palavra logo nos vem à mente um homem com a responsabilidade de cuidar de um rebanho, e neste cuidado estamos falado de: prover de alimentação e saciar a sede, manter a saúde, proteger de predadores, promover a união e abrigar das intempéries do tempo. Sabedor de que o rebanho não é propriedade do Pastor, ele apenas cuida de ovelhas de seu Senhor que é Cristo, diante disto é necessário que este pastor seja ajudado por outros pastores e auxiliares nesta tarefa tão árdua e sublime que é cuidar do rebanho de Deus, é ai que entra uma das funções relevante no serviço da igreja local, o diácono, este tem a função e qualificações definida deste a igreja primitiva. Vejamos o texto: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.” (At 6. 1-7).

Objetivos da lição de Hoje

Geral:

Promover a conscientização de que o pastorado e a diaconia são ministérios dados por Deus.

Específicos:

I Tratar com respeito o episcopado.
II Apresentar as qualificações de um líder.
III Refletir a respeito do diaconato.
IV Conscientizar-se de que o serviço é a razão de ser do ministério.

Reflexão:

Diácono, pessoa que ajudava nos trabalhos de administração da Igreja e cuidava dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral, diácono também pregava o evangelho e ensinava a doutrina cristã. (At 6. 1-8; 1 Tm 3. 8-13) (KASCHEL, Warner & ZIMMER, Rudi. Dicionário da Bíblia de Almeida. Sociedade Bíblica do Brasil. 2ª Edição. São Paulo. 2005.).
Diácono, Sua forma verbal (diakonein) significava “servir” particularmente “servir as mesas”. Tem a conotação de um serviço pessoal, intimamente relacionado com o servir com amor. Para os gregos, o serviço era raramente dignificado; o desenvolvimento próprio deveria ser a meta de uma pessoa ao invés da humilhação própria. O judaísmo conserva uma visão diferente sobre serviço. Isto esta exemplificado no primeiro mandamento: “Amaras o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19. 18; cf Mc 12. 31). Foi isso que o nosso Senhor nos ensinou quando lavou os pés dos seus discípulos, acrescentando: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13. 15). (Dicionário Bíblico de Wycliffe. CPAD. Rio de Janeiro. 2013).


Introdução.

  • No capítulo terceiro da primeira carta a Timóteo Paulo vai nos instruir a respeito da função e oficio do Pastor ou Bispo.
  •  Pastorear não é profissão, mas um ministério dado por Deus, cuja função principal é cuidar das ovelhas do Senhor.
  •  A função do Diácono como auxiliar do Pastor no cuidado com o rebanho e no servir a igreja local.
  • Estudaremos sobre pastorado e diaconato duas funções de extrema importância para o crescimento do Reino de Deus.

Ponto Central

Deus vocaciona e separa homens para o diaconato e para o ministério pastoral.

Reflexão:

“A palavra grega para bispo no capítulo três de 1º Timóteo é episkopos. Esta mesma palavra é utilizada como sinônimo de presbítero e ancião. Paulo mostra que aqueles que desejam o episcopado, excelente obra desejam. Porém, logo a seguir ele apresenta as qualificações morais e espirituais que este ministério exige. Paulo relaciona quinze qualificações que podem ser vista dos versículos 2 a 7 do capitulo três. Estas qualificações não são obtidas nos seminários ou nos bancos das universidades, mas são resultados de um caráter transformado e regenerado pelo Senhor Jesus. O líder é alguém que influencia pessoas, por isso, precisa ser o exemplo. É necessário que ele tenha uma vida ilibada e esteja disposto a servir, pois ser líder é acima de tudo ser servo”.

I – Quem deseja o episcopado.

1. “Excelente obra deseja”.

  • Quem deseja ser pastor, aspira uma excelente obra.
  • Porém ser pastor não é profissão.
  • Não é trampolim para a ascensão social ou econômica.
  • Ser pastor é, vocação e separação divina para o ministério de cuidar do rebanho de Deus.

2. A chamada.

  • Ministério pastoral, uma escolha e chamada de Deus.
  • Muitos hoje têm sido escolhidos e apresentados apenas por homens.
  •  Paulo foi escolhido desde o ventre materno (Gl 1. 15).
  • Jeremias também foi vocacionado como profeta desde o nascimento (Jr 1. 5).
  • Que é chamado por Deus tem convicção da chamada e apresenta um perfil que agrada a Deus.

3. O Preparo.

  • A chamada é divina, mas o preparo é humano.
  • O Pastor necessita de conhecimento bíblico, preparo teológico, e habilidades ministeriais para bom desempenho a frente à obra de Deus.
  • É um preparo que se dar não só no seminário teológico, mas também durante todo a sua jornada cristã.
  •  Os apóstolos foram todos chamados, mas só enviados depois de aprendizado com o Mestre (Mc 6. 7; Mt 10. 16; Lc 10. 1).
  • Paulo conhecia da lei, foi instruído por Gamaliel, mas esteve por três anos na Arábia se preparando para o ministério junto aos gentios (Gl 1. 17, 18).
  • Paulo foi enviado pelo Espírito Santo (At 13. 4).

Reflexão:

O ministério pastoral vem de Deus, É ele que escolhe. Muitos são escolhidos e separados apenas pelos homens, mas não por Deus.

Síntese do Tópico I

Almejar o episcopado é aspirar uma obra excelente.

II Qualificações e Atribuições dos Pastores e Diáconos (1 Tm 3. 1-13).  

1. Atribuições dos pastores (vv. 1-7).

  • Os pastore necessitam conhecer as atribuições e qualificações exigidas para função.
  • É responsabilidade de o Líder verificar no aspirante a “pastor, diácono e etc.” a satisfação de tais qualificações.
  • É atribuição da igreja local, referendar e aprovar apenas aqueles indicados que tenham as devidas qualificações.

2. Qualificações espirituais e ministeriais.

  • Ter uma vida irrepreensível (v. 2), ou seja, uma vida santa, ilibada, que não pese sobre ele acusação ou culpa alguma.
  • Estar “apto para ensinar” (v.2).
  • Ter bom testemunho diante da igreja e dos descrentes (v. 7).
  • Não ser neófito, inexperiente (v. 6).

3. Qualificações familiares.

  • Ser casado, marido de uma mulher, com uma vida conjugal saudável (v. 2).
  • Amar a sua esposa “como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5. 25)”.
  • Governar bem a sua casa, com filhos crentes e de bom testemunho.
  • Que cuide bem de sua família, pois se não cuida bem do seu próprio rebanho, como cuidará do rebanho do Senhor.

4. Qualificações morais.

  • Ser honesto, sincero, verdadeiro (v. 2).
  • Hospitaleiro, ou acolhedor, que saiba tratar bem as pessoas (v. 2).
  • Não dado ao vinho, não faz uso de bebida alcoólica, ou usuário de drogas licitas ou ilícitas (v. 3).
  • Não espancador, ou seja, não violento, agressivo (v.3; Gl 5. 22).
  • Não cobiçoso nem ganancioso (v. 3), ou seja, não avarento, não amante das riquezas e não cobiçoso de torpe ganancia, sem amor pelo dinheiro.
  • Simples, moderado (v. 3).
  • Não contencioso, ou seja, não dado a contendas, brigas e ou intrigas (v. 3; 2 Tm 2. 24).
  • Não avarento (v.3; 6. 10), ou seja, não amante das riquezas e não cobiçoso de torpe ganancia, sem amor pelo dinheiro.
  • Hoje já encontramos igreja e pastores que desprezam tais qualificações na hora se separar pessoas ao serviço pastoral.

Reflexão:

O pastor deve amar sua esposa “como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela”.

Síntese do Tópico II

A Palavra de Deus mostra as qualificações que os que almejam o diaconato e o pastorado precisam ter.

III O Diaconato (1 Tm 3. 8-13).

1. Os diáconos.

  • Diácono “aquele que serve”, é a pessoa que como o pastor foi escolhido por Deus para servi á Igreja do Senhor.
  •  O oficio de diácono é importante e deve ser valorizado dentro da igreja local (At. 6. 1-7).
  • Temos apresentado e aprovado para esta função, novos convertidos e inexperientes, fugindo assim o padrão bíblico do Novo Testamento.

2. Chamados para servir.

  • Os que almejam o diaconato necessitam ter o desejo de servir a Deus e aos irmãos.
  •  Há muitos que querem ser servidos, e poucos que se dispõe a servir.
  • Neste caso precisamos seguir o exemplo de Jesus, que veio para servi e não para ser servido (Mt 20. 28; Mc 10. 45).

3. Qualificações.

  • Paulo apresenta uma serie de qualificações necessárias a serem apresentadas por aquele que aspiram ao diaconato (vv. 8-13).
  •  São qualificações semelhantes às exigidas aos candidatos ao episcopado (pastores).
  •  Você tem tais qualificações. O ministério cristão é algo muito serio.

Reflexão:

Assim como os pastores, aqueles que almejam o diaconato precisam ter o desejo de servir a Deus e aos irmãos.

Síntese do Tópico III

Cabe ao diácono servir a Igreja do Senhor.

IV Serviço – Razão de ser do Ministério.

1. O exemplo do Mestre.

  • Jesus despojou-se temporariamente de sua gloria plena (Jo 17. 14; Fp 2. 5-10).
  • Jesus assumiu a condição de servo, e mais que isso assumiu a forma de escravo (Fp 2. 6-8).
  •  Jesus lavou os pês dos discípulos, nos dando um exemplo importante.
  • Sendo Ele o Senhor e Salvador deu provas de que se comportava como servo (Jo 13. 4,5).

2. Exemplo de Paulo.

  • Paulo após o encontro com Cristo torna-se um autentico servo de Cristo e de sua Igreja, sendo fiel e não medindo esforços para cumprir a missão de servir a Igreja.
  •  Hoje temos falsos pastores que usa de fraude, e se aproveitam da fé dos crentes para obter ganhos sociais e financeiros.
  • Mais uma das recomendações apostólicas (Paulo e Pedro) é que tais obreiros sejam “não cobiçosos de torpe ganância” (1 Tm 3. 3; 1 Pe 5.2)

3. Exemplo de Timóteo.

  • Timóteo era um pastor exemplar, e demostrou ter um caráter imaculado.
  • Na sua formação moral e espiritual vamos contar com a participação importante de sua mãe Eunice e de sua avó Loide.
  •  Cuidou com zelo do rebanho de Senhor confiado a ele em Éfeso, enfrentado com coragem e serenidade os falsos mestres.
  • O Líder de uma Igreja precisa ser corajoso e plenamente comprometido com Jesus Cristo.
  • Timóteo também demostrou não buscar a gloria para si, um exemplo a ser seguido por muitos obreiros hoje.

Síntese do Tópico III

A razão de ser do ministério pastoral e do diaconato é o serviço a Deus.

Conclusão da aula.

Os pastores e diáconos são obreiros, instituídos pelo Senhor, para auxiliar os servos de Deus. Não importa a função que você exerça na Igreja de Cristo, seja você um pastor ou diácono, o importante é que “todos sejam um” para a gloria de Deus (Jo 17. 21), sabendo que para Ele todo serviço tem sua importância e valor.

Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

Lição 03

Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs

Texto áureo


“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens” (I Tm 2. 1).

Verdade Prática

A oração é o meio pelo qual falamos com Deus, intercedemos por nossas necessidades e em favor do próximo.

Reflexão: Na oração falamos com Deus, fazemos nossas petições ao Senhor Nosso e criador de todas as coisas, mas também intercedemos pelo nosso próximo, sem esquecer que é através da oração que reconhecemos o Senhorio de Deus, “Pai nosso que estas no céu, santificado seja o teu nome assim na terra como no céu”, também reconhecemos nossas fraquezas e pecados e temos a oportunidade de pedir perdão a Deus por eles, Logo a nossa oração não pode e não deve se tornar uma lista interminável de pedidos, e reclamações, nas deve seguir o modelo ensinado por Cristo Jesus.

Objetivos da lição de Hoje


Geral:
Apresentar as recomendações paulinas quanto à oração e o comportamento da mulher cristã.

Específicos:
I Tratar a cerca da responsabilidade do crente de orar em favor de todos os homens.
II Conscientizar-se de que Deus deseja que todos se salvem.
III Refletir a respeito da maneira como as mulheres cristãs devem se vestir.
IV Discutir a respeito da conduta das mulheres na igreja.

Reflexão: O comentarista aborda a lição desta semana em dois assuntos que tem uma ligação muito forte entre eles, A oração é o primeiro assunto abordado, com ênfase a responsabilidade do cristão quanto a sua dedicação a intercessão, principalmente no que se refere à salvação dos homens, logo na sequencia ele apresenta recomendações às mulheres, estas que são uma coluna na igreja no que se refere à oração, e assim sendo necessitamos de mulheres com uma conduta irrepreensível diante de Deus e dos homens para que suas súplicas sejam ouvidas e aceitas por Deus, e assim todos os santos sejam abençoados pela intercessão destas santas mulheres.

Introdução.

  • Paulo deixou Timóteo em Éfeso para que ele cuidasse daquela igreja, e lhe estar escrevendo para que ele Timóteo colocasse ordem na igreja efésia.
  •  Paulo recomenda aos crentes, dedicação à oração como prioridade.
  •  Oração por todos os homens, pois o Senhor Deus deseja a salvação de todos, e oração pelas autoridades para que eles (os efésios) possam viver de modo quieto e sossegado.
  • Paulo também ensina a respeito do comportamento das mulheres na vida da igreja de Éfeso.

Ponto Central

Como crentes precisamos orar por todos aqueles que estão em eminência.

Reflexão: Oração pelos governantes, isto é dever de todo cristão, e uma ordença bíblica, principalmente em época de crise como a que vivemos hoje no Brasil, embora seja o nosso compromisso orar pelas autoridades e pela estabilidade do governo, não podemos fechar os olhos para todos os desmando e corrupção que estão entranhados em todas as instâncias de poder no país, devemos também como cidadãos cobrar e reivindicar destas mesmas autoridades pelas quais intercedemos a Deus, uma gestão pública honesta, austera, e de uma lisura inquestionável, para o bem publico e sossego coletivo.

I – Oração por todos os homens.

1. “Deprecações” (2.1).

  • O termo significa suplicar, implorar, rogar por alguém.
  • É a intercessão a Deus por todos os homens de modo intenso e compassivo.
  • Deus é soberano e onisciente, porém, Ele deseja ouvir as nossas suplicas.
  • E não a coisa por mais difícil que seja que não possa ser resolvida pela oração de um justo.

2. “Orações”.

  • Exegetas entende que Paulo empregava termos sinônimos em (1 Tm 2. 1).
  •  Mas no original grego as palavras empregadas são diferentes.
  •  Oração aqui refere-se a termo comum para oração, de suplica, de louvor, intercessão.

3. “Intercessões”.

  • Termo com sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio”.
  •  Traz a tona o significado “apelar para”, ou intercessões em geral que se fazem em favor de alguém.
  •  Sempre foi difícil encontrar intercessores, mas atualmente está ainda mais difícil (Ez 22. 30.
Reflexão: O Senhor não somente nos ouve, mas também atende nossas súplicas. Não existe situação, por mais difícil que seja que não possa ser resolvida pela oração.

4. “Ações de graça”.

  • Oração em que se expressa gratidão a Deus pelas benções recebidas, ou até por coisas adversas.
  •  Paulo instrui os Tessalônicos a dar graças a Deus por tudo (1Ts 5. 18) .
  • Aqui se observa a diferença entre os termos empregados por Paulo, que presta ações de graças não rogo nem suplica, e sim agradece.

Síntese do Tópico I

A Palavra de Deus exorta a orarmos em favor de todos os homens.

II A Salvação de todos.  

1. “Que todos se salvem” (v. 4).

  • Deus deseja que todos os homens se salvem. (Jo 3. 16)
  • Fora de Cristo não há salvação (1Tm 2. 5,6), Quem crê em Cristo é salvo, e quem não crê e condenado (Jo 3. 18,19)
  • E é missão da Igreja de Cristo levar a mensagem de salvação a todos os homens (Mt 28. 19,20).

2. Um árduo trabalho missionário.

  • Paulo seus companheiro desenvolveram em grande a árduo trabalho missionário.
  • O Pastor, ministro de Deus, tem a responsabilidade de ensinar a igreja, ganhar almas para o reino de Deus e discipular seus filhos na fé.
  •  Paulo não só se preocupava com o rebanha a ele confiado, mas tinha o zelo especial pela evangelização dos povos e para com a obra missionaria.
  • E se já provamos a graça divina não temos mais prazer no pecado (1 Jo 3. 9).

3. A melhor recompensa.

  • Obra missionaria um trabalho árduo porem muito gratificante.
  • O semear a semente e vê-las nascer, crescer e até darem frutos, o pregar a palavra, ver as almas rendidas aos pés do Senhor, batizadas com o Espírito Santo, e ganhando outros, para o Senhor isto alegra o coração do obreiro.
  •  Mas a maior recompensa nos estar reservada nos céus (1 Pe 5. 2-4).
Reflexão: Os que estão na liderança sabem que muitas são as lutas e tristezas, no entanto existe um galardão a espera dos obreiros fiéis.

Síntese do Tópico II

Deus é misericordioso e amoroso por isso, deseja que todos os homens se salvem.

III A maneira de se vestir das mulheres.

1. As mulheres na casa de Deus.

  • Timóteo estava sendo instruído por Paulo, sobre a maneira correta das mulheres se comportarem na Igreja.
  •  Mulheres reconhecidas não só pelo seu modo de vestir, ou atributos físicos, mas por suas atitudes no servir a Cristo dentro da igreja e fora dela.
  • Nosso corpo é templo e morada de Espírito Santo, e como tal devemos usa-lo, vesti-lo, e adorna-lo de modo a honrar e glorificar a Deus o Senhor de nosso corpo.
  • O homem e a mulher cristãos tem que ser diferentes nos aspectos cotidianos da vida diante de Deus e dos homens, inclusive no modo de vestir e se portar.

2. Traje honesto, com pudor.

  • Honesto, com pudor sinônimo de decoroso, decente, com sobriedade, ou simplicidade.
  •  Vestidos transparentes, curtos, que marcam o corpo embora estejam cobrindo a pele, atrai a cobiça do sexo oposto, incentivando o pecado.
  •  Infelizmente muitas mulheres estão errando na hora de se vestir, buscando modelo e inspiração no figurino mundano, esquecendo o padrão bíblico.
  • A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porem com pudor de modo a agradar a Deus.

2. Traje com modéstia.

  • Modéstia significa simplicidade, singeleza, despretensão.
  •  Além de recato no vestir a mulher cristã precisa se vestir com modéstia.
  •  Em algumas de nossas reuniões parecesse haver uma disputa para ver que usa o vestido da grife mais famosa, a bolsa mais cara e ou o sapato mais alto.
  • A elegância e a beleza feminina devem vir de dentro para fora, pois isto começa no caráter santo (1 Pe 3. 3).
Reflexão: A mulher pode e deve se vestir bem, ficar bonita, porém com pudor, de modo a agradar a Deus.

Síntese do Tópico III

A mulher cristã precisa se vestir com pudor e modéstia.

IV A conduta das mulheres na Igreja.

1. Silencio no culto.

  • “A mulher aprenda em silencio, com toda a sujeição (1 Tm 2. 11; 1 Co 14. 34,35).
  •  Uma questão cultural, mulheres recém-convertidas do paganismo, encontrava uma liberdade na igreja, o que levava a cometerem exageros e extravagancias.
  • Em outro texto Paulo mostra que as mulheres podiam profetizar na igreja (1 Co 11. 5).

2. Mulheres no Novo Testamento.

  • Cristo em seu ministério terreno contou com a colaboração das mulheres (Lc 8. 1-3).
  •  O próprio Paulo valoriza o trabalho feminino no seu ministério e nas igrejas pelas quais passou (Rm 16. 1-15).

2. A Liderança do Homem.

  • Paulo aborda a liderança feminina citando a ordem da criação.
  •  Ressaltamos aqui que Paulo ao escrever aos Gálatas ensina que para Cristo, para a salvação não a distinção entre homens e mulheres (Gl 3. 28).
  •  Paulo usa como ilustração o Éden para mostrar que assim como Eva foi seduzida pela serpente, as irmãs de Éfeso estavam se deixando seduzir pelas falsas doutrinas.

Síntese do Tópico III

A mulher cristã deve ter uma conduta exemplar na igreja e fora dela.

Conclusão da aula.


Os ensinos de Paulo sobre oração e comportamento cristão das mulheres são validos para crente em todas as épocas e em qualquer lugar. Temos a obrigação moral de bíblica de interceder pela salvação de todos os homens, e pelas autoridades por uma gestão pública descente e honesta que promova o sossego coletivo e o bem comum.  Quanto à postura feminina entendemos que a mulher cristã deve se conduzir de forma honesta e com pudor não só dentro dos nossos redis mais principalmente em meios a esta sociedade corrompida mostrando a diferença entre o justo e o ímpio entre o que serve a Deus e o que não serve.


domingo, 12 de julho de 2015

Lição 02 O Evangelho da Graça

Lição 02

O Evangelho da Graça

Texto áureo

“[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus ” (At 20. 24).

Verdade Prática

O Evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.

Objetivos da lição de Hoje

Geral:
Explicar o que é o evangelho da graça de Deus.

Específicos:
I Mostrar porque as falsas doutrinas corrompem o evangelho da graça.
II Conscientizar-se de que a graça superabundou com a fé e o amor.
III Compreender o significado do bom combate.

Introdução.
  • Paulo expressa a sua preocupação com o rebanho de Deus, ele temia ante ao ataque de lobos devoradores (At 20. 29, 30).
  •  Timóteo foi deixado em Éfeso, com recomendação expressa de Paulo para combater tais lobos (1 Tm 1. 3).
  •  Abrigamos hoje dentro de nossos redis falsos obreiros que são verdadeiros devoradores, lobos que pervertem a sã doutrina e dispersam as ovelhas.
Ponto Central

Os falsos ensinos corrompem o Evangelho da graça de Deus.

I – As falsas doutrinas corrompem o evangelho da Graça.

1. O evangelho da graça.
  • Evangelho libertador que Cristo trouxe.
  • Por amor e bondade de Deus.
  • Sem a intervenção de obras humanas (Ef 2. 8,9).
  • Paulo escritor das cartas pastorais.
  • Blasfemo perseguidor dos cristãos foi escolhido por Deus para ser um dos maiores pregadores do evangelho (I Tm 1.12-14).
  • Conhecia o evangelho não só na teoria, mas por experiência própria no caminho de Damasco (At 9. 3-5).
  • Defendeu o evangelho da graça com muito ardor e eloquência mesmo debaixo de aflição e perseguição (At 20. 24).
2. As falsas doutrinas.
  • Falsos mestres, Presbíteros a quem cabia ministrar o ensino a igreja (1 Tm 5. 17, 3. 2).
  •  Falsas doutrinas.
  •  Fabulas: narrativas imaginarias, lendas, ficção, mitos, etc.
  • Genealogias: eram especulações, controvérsias inúteis que não traziam edificação.
  • Timóteo foi deixado em Éfeso para combater tais ensinos.
3. O “fim do mandamento” e a finalidade da lei.
  • Paulo chama a atenção de Timóteo, para o ensino de Deus e de Cristo.
  •  Paulo resumiu este ensino como “mandamento” e sua finalidade (1 Tm 1. 5, 6).
  •  A lei esta destinada para os ímpios (1 Tm 1. 9-11).
Síntese do Tópico I

Paulo alerta a respeito das falsas doutrinas, pois elas acabam corrompendo o evangelho da graça.

II A graça superabundou com a fé e o amor.  

1. Gratidão a Deus.
  • Paulo expressa gratidão a Deus, por ter sido escolhido para o ministério apostólico e pastoral.
  •  Nisto vemos mais uma demonstração do evangelho da graça de Deus.
  • O evangelho é a expressão do amor de Deus que transforma o vil pecador em nova criatura (2 Co 5. 17) e o faz integrante da família de Deus (Ef 2. 19).
  • A graça de cristo alcançou a Paulo e Jesus o salvou e o transformou.
2. Humildade.
  • Paulo declara ser o principal pecador que Jesus veio salvar ( 1 Tm 1. 15):
  • Ele tinha convicção que foi salvo pela graça e não por seus méritos.
  •  Mesmo na condição de salvos o crente deve ter em mente que a salvação e dom de Deus, é graça divina, é favor imerecido.
  • E se já provamos a graça divina não temos mais prazer no pecado (1 Jo 3. 9).
Síntese do Tópico II

Paulo reconhece que a graça de Jesus superabundou com fé e o amor que há em Jesus Cristo.

III Um convite a combater o bom combate (vv. 18-20).

1. A boa milícia.
  • Timóteo recebera de Paulo a missão de pregar o evangelho da graça combatendo as heresias em Éfeso. “o bom combate”.
  •  Paulo incentiva o jovem pastor a militar “a boa milícia” (1 Tm 1. 18).
  • Um ministério confirmado por Deus através de profecias e outorgado a Timóteo pela imposição de mãos dos apóstolos (1 Tm 1. 18; 2 Tm 1. 6).
2. A rejeição da fé e suas consequências ( 1 Tm 1. 5).
  • Rejeitar a fé e o evangelho da graça é ficar vulneravam a heresias e as falsas doutrinas.
  •  Paulo chama tal situação de naufrágio na fé.
  •  E toma como exemplo Himeneu e Alexandre estes pregava o gnosticismo na igreja de Éfeso, pois já haviam se desviado do evangelho da graça.
  • Era tão grave o seu desvio, e perigosa a sua influência e ensino que Paulo os “entregou a Satanás, para aprenderem a não blasfemar” (1 Tm 1.20).
Conclusão da aula.


A Igreja nasceu e se consolidou debaixo da perseguição e confronto com as falsas doutrinas e heresias, pregando sempre o evangelho da graça de Deus, para salvação do pecado, sem a intervenção das obras humanas, Paulo nas cartas pastorais a Timóteo e a Tito os instrui e os encoraja a se manterem firmes na defesa do evangelho da graça do qual ele foi o principal beneficiado.

Isaías Soares de Oliveira
Sec. Geral da EBD-CG